ARQ | CRÍTICA

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O que esperar de um filme de baixo orçamento, 8 atores (1 não creditado), uma trama ambientada num futuro distópico que tem como epicentro de seu desenvolvimento um loop temporal de aproximadamente três horas e onze minutos?

Antes de responder a essa pergunta vamos aos fatos sobre ARQ, da Netflix.

Tony Elliott, roteirista e diretor, mais recentemente conhecido por seu trabalho em Orphan Black, em parceria com a visionária Netflix, nos leva a uma luta decisiva pelo futuro da humanidade que ocorre em um esconderijo prestes a ser invadido e, dependendo do resultado da invasão desse esconderijo, a humanidade pode ou não sobreviver à guerra contra uma corporação globalista que vem matando e escravizando pessoas enquanto trilha seu caminho ao poder absoluto. Contudo, para que este poder absoluto se concretize, essa corporação precisa recuperar o ARQ, uma máquina criada com o intuito de ser uma fonte de energia inesgotável, capaz de suprir os problemas de energia de todo o planeta, mas na verdade trata-se de uma máquina do tempo.

A trama, embora simples (e aqui não vou entrar em mais detalhes para não dar spoilers), é construída com um cuidado invejável. Nada daquelas explicações chatas, enfadonhas e completamente desnecessárias que estamos habituados a ver nos grandes blockbusters milionários que enchem salas de cinemas pelo mundo. ARQ vem na contramão de muitos clichês cinematográficos.

Em geral, filmes de loop temporal apresentam o mesmo problema: descuido no roteiro. Isso porque quando se trabalha um roteiro que mexa com loop temporal, todas as variáveis devem ser consideradas. Isso é exatamente o que grande parte dos roteiristas ignora – ou não percebe. A finalidade de um filme sobre loop temporal é modificar o futuro, e tal só é possível se o passado (que naquele momento é presente) for alterado. A questão é que cada vez que uma pequena mudança no passado é feita, desencadeia uma sucessão de mudanças no futuro. ARQ explora essas pequenas mudanças com maestria e de forma crível. Dando espaço para mudanças a todos os personagens do longa, tornando o enredo mais envolvente a cada novo loop temporal, deixando o espectador mais curioso para saber o desfecho da história.

Com isso posso responder a pergunta feita no primeiro parágrafo da seguinte forma: O que esperar? Sucesso, é claro.

Escrito e dirigido por Tony Elliott, com Robbie Amell, Rachael Taylor, Shaun Benson, Gary Powell, Jacob Neayem, Adam Butcher, Tantoo Cardinal e Jamie Spilchuk no elenco, ARQ é um dos melhores filmes já produzidos até hoje sobre Loop Temporal. Se você é assinante Netflix e ainda não assistiu a esse Sci-Fi, assista. Não vai se arrepender.

arq netflix poster - lepop

Selo Le|Pop de qualidade:

otimo

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