LUKE CAGE | CRÍTICA

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Referências, referências e mais referências das HQs fizeram parte do enredo de Luke Cage na Netflix. E mesmo com certas alterações no passado do personagem, a nova série da parceria Marvel/Netflix não deixa a desejar.

A trama de Luke Cage pode ser descrita como imersiva. Como se você estivesse às margens de um lago e pouco a pouco começasse a adentrar no mesmo, começando com água nos tornozelos, depois passando para os joelhos, cintura… E na hora que você menos espera, já está completamente imerso. Luke Cage funciona exatamente assim.

Roteiro denso, atuações exemplares e direção de alta competência conseguiram trazer para os dias atuais toda a atmosfera das HQs setentistas do herói de aluguel, com um toque de grandes sucessos da Soul Music também dos anos 70 e, claro, nas cenas de ação, trilha sonora que remete aos clássicos filmes e seriados policiais dos anos 70 e 80; em meio a toda essa mistura, mesmo havendo alterações quanto ao passado de Luke Cage e um ponto ou outro onde a série perde momentaneamente o ritmo, é inegável que a Marvel e a Netflix acertaram a mão ao adaptar a mitologia de Carl Lucas para as telas dos PCs, Tablets, Notebooks, Smartphones e Smart TVs.

Como era de se esperar, há uma conversa entre as séries da Marvel. Há citações à Jessica Jones, óbvio, Demolidor e até mesmo Punho de Ferro – este último, de uma forma incrivelmente simples, sutil, mas de uma genialidade incrível. Sem falar, é claro, de citações aos Vingadores. Até mesmo Tony Stark foi mencionado. E a forma como tais alusões acontecem é que deixa a coisa toda mais interessante. Há um momento em que até mesmo Trish Walker, radialista e melhor amiga de Jessica Jones, “entra em cena”, por assim dizer.

O ponto alto de Luke Cage é a forma simples como as situações vão acontecendo, dando espaço para absolutamente TODOS os atores roubarem a cena em diversos momentos da série. E aqui faço questão de destacar a incrível Simone Missick, que interpreta a incansável e controladora detetive Misty Knight; Erik LaRay Harvey em sua incrível interpretação de Willis Stryker, mais conhecido como Cascavel, que é, de longe, a melhor construção de vilão em uma série da Marvel/Netflix até o momento – e sim, quando digo isso também me refiro à atuação de Vincent D’Onofrio como o Rei do Crime em Demolidor. A construção do personagem interpretado por Harvey e sua atuação conseguiram pegar uma das motivações mais clichês e transformá-la em algo crível, aceitável. E por falar em atuação, não se pode esquecer o show dado por Frankie Faison que interpreta o esperançoso e justo Henry “Pop” Hunter.

luke cage - lepop

Luke Cage é uma série com seu próprio estilo, com seu próprio ritmo, mas com a mesma pegada sombria de Demolidor e Jessica Jones. É definitivamente uma ótima série. Apresenta alguns problemas? Sim, muito poucos e que não conseguem ofuscar o brilho da história num todo, onde política, problemas sociais, disputa de território, vingança, traição, justiça e perseverança caminham lado a lado.

Veredito:

otimo

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