JADOTVILLE | CRÍTICA

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A Netflix está trazendo uma ótima safra de filmes desde que se propôs a isso. Além do cuidado excepcional com a seleção de projetos que compõem seu menu de séries próprias, agora podemos contar com filmes igualmente bem produzidos.

Jadotville (The Siege of Jadotville) conta a história real do grupo de soldados irlandeses liderados pelo comandante Pat Quinlan, que enfrentaram mercenários belgas e franceses em Katanga, no Congo, em 1961 a mando das Nações Unidas e, basicamente, enviados a uma missão suicida. Deixados em situações precárias, estão por conta própria contra tropas mercenárias.

A capacidade da Netflix pegar projetos com baixo e médio orçamento e os transformar em grandes obras é fantástica. Jadotville só comprova isso mais uma vez.

jadotville poster

O filme dirigido por Richie Smithy e inspirado na obra de Declan Power tem um cuidado enorme em levar o espectador a uma viagem pelo sentimento de medo que os soldados sentem ao se depararem com situações onde precisam defender a própria vida e cumprir as ordens que lhes foram designadas. Sem a pretensão de fazer o público se emocionar com plot twists ou com discursos inspiradores filmados na contra luz, ao melhor estilo Michael Bay. Não. Jadotville te entrega a amarga realidade de estar em guerra e te faz ficar agoniado a cada nova onde de ataques que a companhia do comandante Quinlan sofre ao longo da trama.

Mesmo sendo um filme de ação, o drama dos personagens não é deixado de lado. Embora a história tenha maiores holofotes para o drama vivido por Quinlan e as ambições do conselheiro da ONU, Dr. Conor Cruise O’Brien, é possível ver mesmo os personagens de menor relevância da trama tendo destaques em momentos chave.

O único ponto fraco do longa é o final. Não o que ocorre, mas como ocorre, como o roteiro simplesmente conta um fato tão importante com apenas duas cenas rápidas e despretensiosas. De resto, todo o conjunto de acontecimentos de Jadotville é muito bom e a história se desenrola com muita fluência.

Com direção de Richie Smyth, roteiro de Kevin Brodbin, baseado na obra homônima de Declan Power, com Jamie Dornan, Mark Strong, Jason O’Mara, Emmanuelle Seigner, Guillaume Canet, Mikael Persbrandt, Fiona Glascott, Sam Keeley, Michael McElhatton, Danny Sapani, Ronan Raftery, Charlie Kelly, Conor Quinlan, Conor MacNeill, Fionn O’Shea, Melissa Haiden, Jordan Mifsud, Danny Keogh e Mike Noble.

Veredito:

otimo

Curiosidade:

Os fãs de HQs, especialmente fãs da DC Comics, que acompanham as animações da WB/DC, em especial as novas animações do Batman e da Liga da Justiça desde Liga da Justiça: Guerra (Justice League: War), se assistirem Jadotville em áudio original vão reconhecer a voz do novo dublador do Cavaleiro das Trevas, o ator e dublador Jason O’Mara, que interpreta o sargento Jack Prendergast, braço direito do comandante Quinlan.

O’Mara vem dublado Bruce Wayne/Batman desde Liga da Justiça: Guerra, passando por O Filho do Batman (Son of Batman), Liga da Justiça: O Trono de Atlantes (Justice League: Throne of Atlantis), Batman vs Robin, Batman: Sangue Ruim (Batman: Bad Blood), Liga da Justiça vs Jovens Titãs (Justice League vs Teen Titans) e o mais recente projeto Liga da Justiça Sombria (Justice League Dark).

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