ALIEN COVENANT | CRÍTICA

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Olá leitores, assíduos ou não, hoje temos como alvo de review o tão aguardado ALIEN COVENANT. (E a minha estréia no site!)

Sem mais delongas (e com possíveis Spoilers adiante)…

2104. Viajando pela galáxia, a nave colonizadora Covenant tem por objetivo chegar ao planeta Origae-6, bem distante da Terra.

E mais uma vez Ridley Scott nos presenteia com uma expansão de seu universo, o sexto filme da saga Alien, destoa novamente do que era “aguardado” por fãs e pela crítica. Com base em uma trama que parece nos relembrar o terror de Oitavo Passageiro, desenvolvida pelos roteiristas John Logan Dante Harper, temos um filme que ainda que não entregue o terror claustrofóbico de seus primórdios, nem conotações sexuais exageradas (ah… eu sei que você lembra de Alien 3), ou mesmo questões filosóficas por toda extensão de seu roteiro, consegue instigar quem assiste por proporcionar algo que se tornou pouco a pouco raro no cinema: o suspense, acompanhado de uma ponta de esperança em prol do sucesso dos personagens.

Alien Covenant-Tripulação - lepop

Me lembro de haver sangue nessa mesa…

Um acidente cósmico antes de chegar ao seu destino faz com que Walter (Michael Fassbender), o androide a bordo da espaçonave, seja obrigado a despertar os 17 tripulantes da missão.

O longa começa com uma belíssima cena, na qual fica claro no que se baseará o desenvolvimento da trama. Michael Fassbender nos fascina com sua impecável atuação como o androide David (essa que consegue manter de forma exímia durante as 2 horas de filme, que passam rápido por sinal). Cena essa também que nos explica um fato anterior aos ocorridos em Prometheus.

Alien Covenant-David - lepop

David

Para evitar spoilers vou buscar analisar friamente o mérito de cada ponto, e não entregar a trama passo a passo.

Ahh… O espaço, sempre tão belo, tão perfeito em sua vastidão, e tão amplo para ser explorado por mais uma nave linda (e que lembra bem a Nostromo)

Não há como evitar as comparações, mas se temos certeza de algo é que a qualidade gráfica como um todo de Alien Covenant é fascinante; mesmo que tivessem utilizado a mesma nave (set) de filmes anteriores, somente por conta de sua beleza e nível de detalhes já seria encantador (quem sabe eles fizeram isso, afinal, aqueles corredores eram-me bem familiares).

Além da análise quanto à construção do veículo em si, que é muito boa, é notável que não pouparam esforços em transformar um local aqui da Terra em um terreno que quando avistado pela primeira (segunda e até terceira) vez convence quem assiste de que está vendo a exploração de algo novo, um mundo inexplorado e “cativante” (vão entender essas aspas mais a frente). Os ângulos utilizados para gravação das cenas casam com um grau de qualidade, que apesar de não ser ótimo, consegue prender a atenção a ponto de você ignorar (ou pelo menos tolerar) pequenas falhas no enredo; porém em certos momentos parecem ter sido furtadas de outras cenas da saga (mas tudo bem, é difícil não repetir nada durante 6 filmes).

Alien Covenant-Planeta Alien - lepop

A música é o vínculo que une a vida do espírito à vida dos sentidos. A melodia é a vida sensível da poesia. – Ludwig Van Beethoven.

Em contra partida aos pontos positivos de fotografia e cenários do filme, o querido Jed Kurzel, um ótimo compositor diga-se de passagem, parece dessa vez não ter se lembrado dos ensinamentos de Beethoven, e mesmo com cenas interessantes e uma trama que acompanha as mesmas, em diversas vezes é notável o quanto está “desafinada a alma” da melodia em relação ao contexto em tela. Apesar de que parcialmente a culpa seja da edição que não soube adequá-las aos momentos corretos, o produto final (que nesse caso escutamos) não acompanha o que se esperava no âmbito de qualidade de Alien Covenant.

O homem é um animal que finge – e nunca é tão autêntico como quando interpreta um papel. – William Hazlitt.

Eis o auge do longa, DavidWalterMichael Fassbender exerceu com maestria a natureza humana como diria Hazlitt, em atuações que conseguem te provar que não há ali nada humano em sua natureza, e demonstrando durante a história que a herança maldita dos humanos pode ser repassada em forma de simples pecados (a ganância, o egocentrismo, a insensatez) para as mais diversas criações do universo.

Durante todo o desenrolar da história, apesar de ter um ritmo mais voltado ao gênero de ação, as encenações em que somos remetidos à questões um pouco mais aprofundadas e atenuantes quanto as de Prometheus, indo ao sentido de “Fomos criados, mas de onde vieram os criadores?”.

Também relacionado às interpretações temos Katherine Waterston como Daniels, uma personagem cativante (aqui está a justificativa das aspas… É ela a força que cativa) e que tem um desenvolvimento muito relevante durante toda a trama (ainda que não chegue ao que foi a ilustríssima Ellen Ripley), e que apesar de forçadamente sermos induzidos a criar um “laço afetivo” com a personagem logo no início, isso é justificado pela forma como isso é retornado durante o filme.

Alien Covenant-Alien - lepop

Acho que é uma virose…

O que é do terror sem um pouco de sangue? Que tal vísceras também? – Tinhoso, Xenomorfo Alien.

Como deixar de lado o que cativou multidões, a volta do nosso lindo e aterrorizante xenomorfo logo no cartaz de Alien Covenant? Sim, ele voltou, menos travado (mas também um pouco menos aterrorizante eu diria), e com muito mais aparições (talvez ele tenha tido mais tempo de tela nesse filme do que nos outros 5 da saga). Acompanhando o enviado lá de baixo houve também uma volta do gore em algumas cenas, e a dica valiosa de não fazer amor com música alta, afinal, é sempre bom estar escutando bem os arredores…

Alien Covenant-Alien-Xenomorfo-Xenomorph - lepop

Que delícia de jantar

Enfim, Alien Covenant é um filme sim interessante, mas com um certo ar de “não sei o que sou em relação aos meus irmãos mais velhos”, uma espécie de parente hippie na família Alien. Com seus pontos fortes indicados e uma trama que apesar de não ser perfeita se encaixa bem no propósito do filme, temos que Covenant com certeza não alegrou os fãs mais focados a assisti-lo como parte sequencial da saga, mas analisando-o como um filme solo com sua própria história e justificativas, sem dúvidas cumpre seu papel como blockbuster.

Alien Covenant - Alien-Xenomorfo2-Xenomorph - lepop

“Oi Tinhoso”

veredito - lepop

Ficha Técnica:

  • Título (Ano): Alien Covenant (2017).
  • Duração: 2h3m.
  • Tema: Terror Ficção Científica (mas eu diria mais suspense do que terror).
  • Dirigido por: Ridley Scott.
  • Roteiristas: John LoganDante Harper.
  • Elenco: Amy Seimetz (Faris); Billy Crudup (Oram); Callie Hernandez (Upworth); Carmen Ejogo (Karine); Danny McBride (Tennessee); Demian Bichir (Lope); Guy Pearce (Peter Weyland); James Franco (Capitão Branson); Jussie Smollett (Ricks); Katherine Waterston (Daniels); Michael Fassbender (David/Walter); Noomi Rapace (Dra. Elizabeth Shaw); Tess Haubrich (Rosenthal); Uli Latukefu (Cole).
  • Música por: Jed Kurzel.

Trailer:

Como sempre enfatizamos: No final das contas, indiferente de críticas e de críticos, o que realmente importa é se VOCÊ gostou ou não do filme.

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