HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR | CRÍTICA

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Em meio a cada vez mais filmes de heróis das HQs bombardeando os cinemas, a parceria da Marvel Studios com a Sony quebra a barreira do “o que vão trazer de novidade” e resgatam todo o espírito do amigão da vizinhança em HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR.

De maneira geral, as adaptações do universo dos vigilantes das HQs para as telonas passam por um problema muito sério: qual a nova ameaça? E não é só isso. É preciso também pensar em como fazer dessa ameaça algo grande, para que o herói seja colocado em uma situação de prova de suas habilidades, fé em si mesmo e também mostrar ao público os dilemas pessoais do dia a dia desse herói para que o expectador perceba a humanidade do personagem e se identifique com o mesmo logo de cara. Tudo isso exige uma coordenação criativa muito alta para lidar com todas essas complexidades (que ainda vou abordar em outro texto exclusivo para o assunto) e em HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR, isso é feito de maneira ímpar.

Antes de partimos para a crítica é preciso avisar que ao final da mesma, após o nosso Veredito, após a ficha técnica e Trailer, dedico um detalhamento especial para um erro feio de cronologia que HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR causou no Universo Cinematográfico Marvel, porém como não há como comentar sobre isso sem dar spoilers esse trecho do texto está logo ao fim da postagem. Assim, quem não viu ao filme (e não gosta de spoilers) pode ler a crítica sem surpresas desagradáveis. E quem não liga é só continuar a leitura.

Fica aqui o agradecimento mais do que especial ao nosso grande amigo Eduardo Staque, que já integrou esse projeto, pelo toque com o erro cronológico. Muito obrigado.

Agora sim, vamos à crítica. E podem ficar tranquilos. Com exceção do que expliquei acima, o texto não contém quantidade significativa de spoilers.

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O VELHO HOMEM-ARANHA

Uma das coisas que sempre me preocupou nas adaptações anteriores do teioso para os cinemas é que (além de quererem mudar completamente o cânone e basicamente querem apresentar um personagem novo descaradamente) você não via em nenhuma das versões anteriores do aracnídeo a empolgação em ser um herói que se percebe nas HQs. É como se a parte mais importante da personalidade de Peter Parker tivesse sido arrancada dele por preguiça de roteiristas, medo por parte dos produtores ou ainda por diretores não saberem reproduzir aquilo nas telas de maneira fidedigna ao personagem. É justamente o peso dessa empolgação que faz com que Parker perceba (nas HQs) que “grandes poderes trazem grandes responsabilidades”. E é simplesmente fantástico ver o cuidado especial que foi dado a esse pequeno descomunal detalhe em HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR.

Você pode gostar das atuações de Tobey Maguire, Andrew Garfield, mas Tom Holland definitivamente soube incorporar a essência tanto de Peter Parker como do Homem-Aranha. É interessante salientar que o leitor das HQs do Homem-Aranha vai, por muitas vezes, se sentir como se imerso em uma HQ gigante. Com diversas referências a grandes artistas que ilustraram as histórias do herói por anos, como John Romita Sr, Steve Skroce, John Romita Jr, Joe Madureira e outros. Também há referências a filmes clássicos da cultura pop e na trilha sonora.

Não se engane ao achar que o filme se trata apenas de referências, pois não é. O longa traz muitas novidades tanto sobre o convívio de Parker com amigos, família, vizinhos, como com as dificuldades de ser um vigilante. Algo que foi muito bem pensado também.

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BICICLETA COM RODINHA

Filmes onde o personagem principal é um adolescente que está dividido entre ir à escola tirar boas notas e fazer algo que julga maior, como combater o crime ou coisa do tipo, não são nenhuma novidade. Ainda mais pra quem nasceu nos anos 80. De tão batido que o tema ficou, as outras duas versões previamente apresentadas do Homem-Aranha nos cinemas tentaram usar o mínimo possível desse recurso e focar mais no herói e menos no alter ego. Isso não é ruim, mas deixa um vazio em algo que poderia ser melhor explorado pra ilustrar mais os dilemas de Parker. É exatamente isso que a equipe de HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR consegue fazer, também de forma ímpar. O colégio não é apenas um pano de fundo pra acontecimentos pontuais, mas é importante para o desenrolar da história.

E por falar em desenrolar, outro ponto muito interessante de salientar nessa crítica é que, como já fora avisado pela produção do filme anteriormente, HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR não se trata de mais um filme que vai mostrar “o começo da jornada” do amigo da vizinhança, não. A história já é conhecida por todos nós e o que era interessante de ser dito sobre essa nova caracterização de Peter Parker já foi apresentado em Capitão América: Guerra Civil, quando Tony Stark vai ao Queens persuadir Parker a se unir a sua equipe para enfrentar a equipe do Capitão América: que Parker atuava como Homem-Aranha havia seis meses apenas.

Mesmo não sendo um filme sobre o início da trajetória do Homem-Aranha, uma parte disso é passada de forma muito divertida e até mesmo tocante durante o filme. Há momentos que são incrivelmente emocionantes. E um, em especial, que fará qualquer fã do HOMEM-ARANHA encher os olhos e vibrar na cadeira. Uma cena que com poucos minutos demonstra um amadurecimento incrível do personagem e uma atuação fantástica de Tom Holland.

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GRANDES PODERES TRAZEM GRANDES RESPONSABILIDADES

Quando se pensa num filme de herói, quando se escreve uma história de heróis, deve-se pensar muito bem em um dos maiores detalhes da trama: o vilão. Um bom vilão não pode ser caricato, falastrão, cheio de tagarelismos inúteis apenas pra fazê-lo parecer eloquente, quando na verdade teve o papel mal construído, com motivação baixa ou irrelevante para suas atitudes. O vilão tem um peso muito maior que o do herói. É ele quem evidencia o desafio que o herói terá de superar. É ele quem põe a prova ética, moral, fé e autoconfiança do herói. E é impossível tecer essa crítica sem salientar que Michael Keaton, dando vida ao cruel e ambicioso Adrian Toomes, vulgo Abutre, é um show a parte.

Keaton não apenas desempenha o papel de vilão com maestria, mas principalmente trás o expectador para o lado humano da vida de seu personagem. Fazendo o expectador sentir sua raiva, angústia e sentir medo ao ver o olhar diabólico de Keaton com suas sobrancelhas arqueadas. Definitivamente uma escolha primorosa para o papel.

Tom Holland também tem seus momentos de roubar a cena, mas não há como comentá-los sem dar spoilers. Tudo que posso dizer é que olhares cruzados de maneira certa fazem uma baita diferença num embate.

E claro, os jovens talentos que compõem o grupo de amigos/colegas de classe que estudam com Parker. A química entre os atores é sensacional. Pode-se acreditar que são pessoas que já se conhecem, que já convivem diariamente juntas há algum tempo, como estudantes de uma mesma turma. Em certos momentos chega a lembra O Clube dos Cinco.

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ISTO PERTENCE A VOCÊ

Há poucos problemas técnicos no filme. Mais ligados a CGI. Bem poucos, se comparados ao que foi apresentado em Capitão América: Guerra Civil. E problemas de edição (que estão cada vez mais comuns em Hollywood), no caso, sequer podem ser contabilizados no plural. Há apenas um problema de corte que demonstra que havia uma continuidade na cena. A edição do longa é realmente muito boa e os cortes não deixam o filme sem nexo, ou sem ritmo.

O ritmo de HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR é muito fluído. Ação, tensão, drama, alívios cômicos… Tudo muito bem balanceado. A forma como a história se desenrola, de maneira dinâmica, direta, sem enrolações ajudou muito a resgatar aquela aura das HQs para as telonas.

Entretanto, com tudo isso, com todos esses pontos positivos e pouquíssimos negativos, HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR é um filme que encanta, mas não surpreende. É como se o roteiro fosse contido, em certas horas, para garantir essa fórmula tão bem balanceada. Talvez, não querendo mostrar demais num primeiro filme do aracnídeo do Queens, pensando em subir mais alguns degraus no próximo filme e assim por diante… Talvez…

Mesmo assim, HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR é definitivamente um filme que vai garantir muita diversão aos fãs do Homem-Aranha. Tanto aqueles que acompanham as HQs, como os que só acompanham o cinema.

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VEREDITO

HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR dá continuidade ao bom trabalho que a Marvel Studios vem fazendo com seus personagens. E mostra que a parceria com a Sony pode trazer também bons filmes, fazendo inclusive o público que não conhece o cânone das HQs se interessar em conhecer para mergulhar ainda mais no universo dos heróis da Casa das Ideias.

HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR é um filme que valoriza os fãs e que expande ainda mais o universo de personagens e possibilidades da Marvel Comics nas telonas.

 

FICHA TÉCNICA

Título Original: Spider-Man: Homecoming
Lançamento: 06 de Julho de 2017
Direção: Jon Watts
Argumento e Roteiro: Jonathan Goldstein, John Francis Daley, Jon Watts, Christopher Ford, Chris McKenna, Erik Sommers
Homem-Aranha é um personagem criado por Stan Lee e Steve Ditko

Elenco: Tom Holland (Peter Parker / Homem-Aranha), Michael Keaton (Adrian Toomes / Abutre), Robert Downey Jr (Tony Stark / Home- d- Ferro), Marisa Tomei (May Parker), Jon Favreau (Happy Hogan), Gwyneth Paltron (Pepper Potts), Zendaya (Michelle), Donald Glover (Aaron Davis), Jacob Batalon (Ned), Laura Harrier (Liz), Tony Revolori (Flash), Bookeem Woodbine (Herman Shultz / Shoker 2), Tyne Daly (Anne Marie Hoag), Abraham Attah (Abe), Hannibal Buress (Treinador Wilson), Kenneth Choi (Diretor Morita), Garcelle Beauvais (Doris Toomes), Logan Marshall-Green (Jackson Brice / Shoker 1), Jennifer Connelly (Karen / Voz do Uniforme).

Como sempre enfatizamos: No final das contas, indiferente de críticas e de críticos, o que realmente importa é se VOCÊ gostou ou não do filme.

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-AVISO! SPOILER ABAIXO-

Como prometido, nesse trecho vou demonstrar o erro cronológico de HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR.

O filme inicia com uma cena de apresentação do vilão, Adian Toomes, até então apenas um empreiteiro que tem um contrato com a prefeitura de Nova York para limpar os escombros da batalha dos Vingadores contra os Chitauris, no primeiro filme dos heróis da Marvel. A cena é ambientada nas proximidades da Torre Stark, destruída, em meio a entulho de concreto, cimento e destroços de naves Chitauri. Logo, funcionários do alto escalão do Governo dos EUA aparecem alegando que Toomes não tem mais licença para aquele contrato e que terá de achar outro meio de arcar com suas dívidas. Toomes então se frustra e a cena é cortada para um texto que entra em cena com os dizeres “8 anos depois”.

Após o texto em tela preta, avisando da passagem de tempo, a imagem de uma câmera de celular é mostrada de dentro de um carro. Com Parker narrando um vlog enquanto Happy dirige o carro. A cena é repleta de cortes durante a gravação do vlog entre a conversa de ambos até chegarem num hotel, onde Parker recebe seu novo uniforme de Homem-Aranha (visto em Capitão América: Guerra Civil) e então a gravação corta novamente para trechos da batalha entre os membros dos Vingadores no aeroporto (Capitão América: Guerra Civil). Ou seja, a gravação do vlog estava ocorrendo exatamente no ano da briga entre os vingadores. E o “8 anos depois” evidenciava que entre os acontecimentos de Vingadores e Guerra Civil se passaram 8 anos. E a partir daí o filme do aracnídeo segue, logo após Guerra Civil.

Pois bem. Esse é justamente o erro.

Pra entendermos a cronologia é necessário voltar no tempo. No filme do primeiro Vingador, Capitão América.

Capitão América: O Primeiro Vingador (2011) se passa em 1942. E isso é muito simples de ser comprovado, graças ao IMDB (vide Storyline). Para quem não sabe, o IMDB (International Movie Data Base) é o maior, mais completo e atualizado banco de dados sobre cinema, séries, atores, produtores, roteiristas e toda produção cinematográfica e televisiva. As informações contidas no IMDB são postadas pela própria equipe de produção das obras ou assessoria de imprensa dos artistas. Ou seja, é a equipe da produção de Capitão América: O Primeiro Vingador quem está fornecendo a data exata dos acontecimentos.

Certo, agora que sabemos que o primeiro filme do Capitão América se passa em 1942 é necessário ligar os pontos.

Como todos sabem Steve Rogers, o Capitão América, fica congelado por anos, acorda no presente, encontra Nick Fury e o filme acaba. Entra a cena pós-créditos, onde vemos Rogers numa academia de boxe socando um saco de areia até estourá-lo. Ele então troca o saco e Fury aparece perguntando se Rogers não consegue dormir. E a resposta de Rogers pode ser conferida na imagem abaixo:
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Vejam só que interessante. Rogers afirma que dormiu por 70 anos. Isso não seria um problema para a Sony se essa cena de Fury e Rogers não tivesse sido aproveitada em Vingadores. E a mensagem que a Marvel nos passa ao reaproveitar esta cena e agrupá-la no contexto com as demais convocações que ocorrem na primeira parte de Vingadores (a convocação da Viúva-Negra, do Hulk, do Homem-de-Ferro e do próprio Steve Rogers), nos mostra que a conversa de Nick Fury com Rogers está acontecendo ao mesmo tempo. Pouco após Loki roubar o Tesseract. É aí que achamos a data do acontecimento de Vingadores.

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1942: Início dos Heróis com o surgimento do Capitão América.
70: tempo total que o Capitão ficou inconsciente, congelado.
Logo:

1942 + 70 = 2012

Fica claro que a história de Vingadores está ambientada em 2012. Se você fez os cálculos já sabe onde vamos chegar. Vamos somar isso aos 8 anos apontados em Homem-Aranha.

2012 + 8 = 2020

Ok, esse é aquele momento em que você pode pensar “de repente o Guerra Civil se passa mesmo no futuro. Eles têm liberdade criativa e não precisam seguir a linha temporal real só pra ambientar as histórias deles”.

Esse seria um argumento válido, se em Guerra Civil não nos fossem passadas informações que provam o contrário.

Logo após o desastre envolvendo a explosão que Wanda não conseguiu impedir em Guerra Civil, Tony Stark aparece na base dos Vingadores com o General Ross, agora Secretário de Estado. Ross então impõe aos Vingadores o Tratado de Sokovia.  E vejam a fala dele nas imagens abaixo:

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Ross deixa claro que os Vingadores estão atuando há 4 anos. Logo:

2012 + 4 = 2016

Ou seja, a Sony errou o posicionamento cronológico do amigo da vizinhança. Enquanto a Marvel está dizendo que Guerra Civil se passa em 2016, a Sony alega se passar em 2020.

Como se não bastasse, ainda em Guerra Civil, logo após o General Ross sair de cena, os Vingadores começam a discutir sobre vantagens e desvantagens de assinar o acordo. Durante a discussão, Visão se pronuncia:

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Certo, Visão afirma que fazem 8 anos que Stark se revelou ao mundo como Homem de Ferro. Ou seja:

2016 – 8 = 2008

Essa data é muito importante porque ela é confirmada em Homem-Aranha: De Volta ao Lar.

Ao final de Homem-Aranha: De Volta ao Lar, Stark faz um último teste com Parker, o levando até a base dos Vingadores, mostrando a ele um novo uniforme e dizendo para Parker o vestir porque uma coletiva de imprensa seria feita em instantes mostrando ao mundo o novo integrante dos Vingadores. Parker recusa, passa no teste e se vai. Nesse momento Pepper entra em cena questionando a demora de Tony em apresentar o garoto aos repórteres. Há uma pequena discussão entre os dois sobre o que será dito à imprensa e então Tony pergunta para Happy, que estava presente, “Você ainda guarda com você aquele anel de noivado que eu pedi pra guardar?”. Happy responde de pronto “Guardo isso no meu bolso desde 2008”.

A referência é ao interesse romântico que é despertado entre Stark e Pepper ao final de Homem-de-Ferro, o que situa o primeiro filme de Stark também em 2008. Concluído assim que Guerra Civil de fato acorre em 2016 bem como Homem-Aranha: De Volta ao Lar.

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Isso evidencia um conflito de informações entre Marvel e Sony durante o projeto do filme do teioso. Mas a pisada de bola não acaba aí.

Homem-Aranha: De Volta ao Lar nos mostra que May e Peter Parker vivem num apartamento completamente diferente do apresentado em Guerra Civil, considerando que se passaram apenas alguns dias, mas em momento algum é dito que houve uma mudança. Confiram:
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Acima, imagens do quarto de Parker em Capitão América: Guerra Civil. Abaixo, quarto de Parker em Homem-Aranha: De Volta ao Lar:

Viram? Até a porta do quarto abre para o outro lado.

É fato que nenhum desses erros estraga a experiência, a diversão que o longa proporciona ao expectador, apenas evidenciam uma falta de conversa entre os estúdios. Claro, o erro cronológico, dependendo da situação, pode causar uma confusão danada nos próximos filmes dos Vingadores e todo o hall de personagens que integram a equipe.

Aproveitando o Momento Spoiler, vou acrescentar alguns Easter Eggs do filme, como a participação mais do que especial da atriz Jennifer Connelly.

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Quando Stark vai recrutar Parker, fala que o garoto merece “um upgrade completo”. E não estava brincando quando disse isso. Se você é um bom fã do Stark dos cinemas já deve imaginar que ele deu uma tunada no uniforme de Parker ao melhor estilho “duas mil e uma utilidades”. Dentre elas, uma versão de sua assistente de Inteligência Artificial, Sexta-Feira. Contudo, no uniforme de Parker a assistente se chama Karen.

Jeniffer Connelly é quem empresta a voz para a assistente. O que é uma sacada de mestre, pois Connelly é casada com Paul Bettany que dava voz ao J.A.R.V.I.S. e então passou a ser o Visão.

Sem falar que o diretor da escola onde Parker estuda é parente de um soldado resgatado pelo Capitão América, em 1942, da base da Hydra e lutou ao seu lado. Embora o filme não diga qual o grau de parentesco, é provável que o Diretor Morita seja neto de Jim Morita. Ambos os personagens são interpretados pelo ator Kenneth Choi. Abaixo, uma foto com alguns dos soldados resgatados pelo Capitão América. Choi é o primeiro da esquerda para a direita.

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Bom, é isso. Esse foi um texto bastante extenso por conta da explicação do erro de cronologia, mas que foi muito bacana de escrever. Quem ainda não assistiu Homem-Aranha: De Volta ao Lar, assista. Vale muito a pena.

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Até a próxima!

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