A CULTURA CYBERPUNK AINDA RESPIRA DEPOIS DE TRÊS DÉCADAS

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Como se fosse num sonho de William Gibson, ou mesmo numa boa alucinação de Philip K. Dick, a cultura Cyberpunk respira forte após seu “sumiço” temporal nas últimas décadas (óbvio que tivemos uns “gatos-pingados” nesse intervalo) e nos causa suspiros de alívio nos últimos tempos.

Cyberpunk City - lepop

Uma bela cidade futurista em um universo Cyberpunk

Espera aí, Cyber… O quê?

É… Com tanto tempo “fora de moda” e agora voltando com certa força por conta de games e filmes que abordam essa temática nebulosa e tão cativante, é normal que o nome soe estranho aos ouvidos populares.

Pois bem, transcrevendo (com um pouco menos de linguajar técnico, leia-se de passagem, menos “chatice”) a Wikipedia, a cultura Cyberpunk, que pode ser lida também como “Ciberanarquismo”, é resumida à frase popular em inglês “High tech, Low life” (Tecnologia avançada, baixa qualidade de vida), mesclando os avanços tecnológicos iminentes com grandes deformidades na organização social de Estados, onde quase sempre o governo é retratado como opressor e sendo um órgão privado em relação à sociedade como um todo.

Cyberpunk Hacker - lepop

Hackers são muitas vezes retratados como heróis dos marginalizados nesses universos

Para acentuar toda esse “bizarrice social” os personagens apresentados em histórias relacionadas a essa temática quase sempre são seres marginalizados, oprimidos, excluídos dos padrões impostos. Para se perpetuar diante de tanta miséria e desgraça, o tema filosófico recorrente a esse ambiente é o niilismo (clique aí se quiser uma aula de filosofia, é bem interessante, eu juro) aplicado a um cenário underground de uma sociedade 100% digital e conectada.

Tá, agora eu entendi um pouco, parece interessante, mas por que sumiu? E por que voltou “do nada” agora?

Então, citei dois ótimos nomes da literatura Cyberpunk logo no início desse artigo, esses dois grandes “heróis” foram responsáveis para que, com relativamente poucos livros, o modelo de escrita e as histórias dentro desse tipo de ambiente se tornassem saturadas.

Os textos de ambos eram tão completos, bem descritos, e confusos ao ponto exato de te instigar a reler até entender esse futuro distópico, que em pouco tempo o tema ficou saturado, era difícil escrever ou criar algo muito diferente das suas ideias, de fugir do que já havia sido criado.

Logo, foram feitas adaptações, releituras e jogos em cima do conteúdo já criado. Exemplo de uma ótima obra baseada em um desses autores? O clássico Blade Runner.

Blade Runner - lepop

Um clássico de 82, se não assistiu, por favor…

E após muito tempo fora dos holofotes da grande mídia – porém não sem algumas obras resgatarem um pouco do gostinho underground que esse mundo propicia (como Watchmen por exemplo) – vimos o recente Ghost in the Shell, e teremos em breve uma continuação de um clássico com Blade Runner 2049.

E também tivemos nos últimos anos diversos jogos resgatando a essência dessa cultura, amostras disso são a série Deus ExFar Cry 3 com sua DLC Blood Dragon, e o tão aguardado Cyberpunk 2077 que está em desenvolvimento a longos 5 anos (vamos confiar porque é da CD PROJEKT RED, a mesma desenvolvedora da série The Witcher).

E depois de muito escrever, é mais fácil deixar você assistir alguns trailers pra mergulhar nesse mundo distópico.

Put# merd* que daora! Mas como podemos saber que isso não vai morrer de novo?

Pois bem, além de um artigo puramente informativo, busco também chamar atenção de você pra que essa cultura não desapareça novamente, quanto mais pessoas conhecerem sobre ela, e “beberem dessa fonte”, é mais provável que surjam textos e obras baseadas na bela temática Cyberpunk. Aliás, teremos logo menos, uma parte para contos e textos de ficção no site, dentre eles alguns ambientados em cenários desse tema.

Mas e aí, vai me ajudar a evitar a morte desse universo?

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