REMAKE E REMASTER | AFINAL, PERDEMOS MUITA CRIATIVIDADE?

Games, Variedades| Visitas: : 162

Estamos vivendo uma era que para os gamers mais antigos pode parecer ótima, com várias revitalizações (remaster) e revisitações (remake) de jogos que tanto gostamos, mas na verdade é extremamente entristecedora quando pensamos nas próximas gerações sem tanta criatividade (palavra forte, mas necessária)…

Primeiramente, o que é um Remake e o que é um Remaster?

remake- remaster - lepop

Se você sabe um pouco de inglês já saca a diferença entre os termos, mas alguns por mais que entendam não conseguem discerni-los exatamente mesmo em português, então vamos lá:

Remake (Refazer)

Remake, ou refazer, é literalmente reformular total ou parcialmente aspectos do game original, seja em fatores relacionados à trama/história quanto às mecânicas utilizadas, ou comandos e ações que podem ser refeitos, desfeitos ou podem ser até mesmo inovadores.

remake- remaster - lepop

Quem lembra já nota como evoluiu…

Outra maneira de explicar seria como uma “reimaginação” de todo o universo no qual o jogo está inserido, muitas vezes não podemos negar que temos ótimos resultados para os saudosistas, mas pontos negativos pra quem só conhecia o jogo e o revê sem ter acesso a algo realmente novo.

Exemplos de jogos que passaram por remakes são: The Secret of  Monkey Island: Special EditionZelda: Ocarina of Time 3DSuper Street Fighter II Turbo HD RemixResident Evil (GC).

remake- remaster - lepop

Esse então, nem se fala.

Remaster (“Remasterização”)

Já a “remasterização” se resume a adaptar graficamente e optimizar os processos de um jogo de uma plataforma mais antiga para uma mais recente, às vezes não aproveitando 100% do que a nova dispõe de qualidade, porém já agraciando bastante os olhos de quem joga, pois nessas situações a única coisa realmente feita foi o relançamento do game em uma resolução superior. Nesse caso não se mostra tão séria a falta de criatividade, em vista que remasters não levam tanto tempo para serem feitos, e nem muito esforço das produtoras.

remake - remaster - lepop

Algo muito comum nessas remasterizações é o fato de que para agregar valor real ao relançamento normalmente eles são feitos em formato de “coletânea”, com vários games da saga em uma única mídia, ou mesmo com todas as DLCs que um dia foram vendidas separadamente sendo incluídas num único pacote readaptado pra novas resoluções.

Um adendo importante a nos atentar, ainda existe o termo “retrocompatibilidade”! Essa simplesmente é a capacidade de um console mais atual “rodar” games mais antigos (como comentamos nesta matéria sobre a Microsoft).

Ok, agora que sabe as diferenças, podemos seguir ao ponto.

A questão é: as grandes produtoras e desenvolvedoras do ramo dos jogos eletrônicos (você já imagina alguns nomes, e sim, são esses mesmo) tem apostado cada vez mais nessas “versões” que são mais baratas e fáceis de serem produzidas, porque além de baratearem extremamente os custos, elas possuem também alta rotatividade porque sempre serão jogos clássicos e saudosos os atingidos por essa tática.

O que nos leva a um problema que já pode ser visto em uma fatia do mercado que vem sendo dominada por remakes e remasters. A falta de novos títulos expressivos. Realmente desenvolvimento de conteúdo novo, criação de novos mundos e ícones para a atual geração de jogadores mais novos, ou eles vão viver eternamente de RyuLinkAlucard ou mesmo Crash? (Note que nesse caso também estendo o problema em relação à extensão desnecessária de certos títulos já saturados).

remake- remaster - lepop

Eu sei que muitos gostam de você, mas quantos anos já ein?

Claro que existem exceções, e não estou dizendo aqui para pararem de nos presentear com essas “versões”, o que tento deixar explícito é que a falta de inovação está ficando clara e pode estar nos custando caro nesse ramo. E que se seguirmos nesse rumo pode ser que venhamos a ter novos consoles que se valem de títulos de 2 – 3 anos atrás, em alguns casos até mais que 5 anos em relação ao seu lançamento.

E o problema em si – repito – não será existirem esses jogos refeitos/maquiados, mas sim o fato de que eles se tornarão maioria esmagadora devido a diversos aspectos, como custo baixo (pois a produção se resume a detalhes técnicos e não mais a toda uma equipe criativa por trás do processo), e também devido ao fato de ter uma grande parcela de gamers que consomem esse produto sem “colocar na balança”.

Ou seja, nós mesmos somos em parte os causadores desse pequeno tumor no mercado de desenvolvimento de jogos.

remake- remaster - lepop

Alguns exemplares do que os indies vem nos proporcionando.

Com esses pontos demonstrados, espero concluir a ideia depositando minha esperança no mercado de games indie que vem nos surpreendendo cada vez mais com suas propostas alternativas, seus meios simples de fazer muito com pouco, e claro o mais importante para o contraponto desse artigo: muita criatividade.

Falarei mais do mercado indie em ascensão em um próximo artigo…

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