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A BATALHA DAS CORRENTES | CRÍTICA

Três homens estão decididos a mudar as vidas de um país inteiro e entrar para a história como aqueles que trouxeram luz elétrica aos Estados Unidos da América. Entretanto, um deles não está propenso a parcerias, mas sim ganhar todo o crédito pelos feitos e ficar conhecido também por seus demais inventos. Com este Plot, A BATALHA DAS CORRENTES nos leva a uma corrida eletrizante entre Thomas Edison (Benedict Cumberbatch), Geroge Westinghouse (Michael Shannon) e Nikola Tesla (Nicholas Hoult) ao final do século XIX e início do século XX.

Com uma narrativa bastante dinâmica, A BATALHA DAS CORRENTES é um daqueles filmes que dificilmente entedia o espectador, tanto pela competência do elenco – que ainda conta com Tom Holland, Tuppence Middlenton e Katherine Waterston -, quanto pela maneira inteligente com a qual o roteiro demonstra o surgimento das invenções dos protagonistas ao longo da história.

A BATALHA DAS CORRENTES, contudo, embora seja uma ótima experiência narrativa, denota um problema um tanto quanto incômodo para uma trama que se fundamenta em uma disputa: o longa não consegue construir urgência de maneira efetiva. E por mais que isso te soe contraditório, garanto que faz total sentido a observação, e vou argumentar a respeito.

Nesta crítica vamos abordar os pontos altos e baixos de A BATALHA DAS CORRENTES e discorrer como a ausência de urgência pode impactar negativamente uma obra que tinha tudo para ser memorável.

Como de costume, o texto a seguir não contém quantidade significativa de spoilers.

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-ENTÃO, QUAL SUA PROFISSÃO?
-SOLUCIONO PROBLEMAS PARA IDIOTAS.

Quando assisti ao trailer de A BATALHA DAS CORRENTES me perguntei como conseguiriam fazer aquela proposta funcionar enquanto filme. Como transformar uma disputa por patentes e controle de mercado em um longa de uma hora e quarenta e dois minutos? E mais, como fazer isso se tornar interessante para que o público fosse assistir e gostar? Bom… A resposta é um tanto quanto simples e está subentendida na dinâmica do próprio trailer: transformar o embate entre Edison e Westinghouse em uma verdadeira corrida. Entretanto, a solução também é o problema, justamente porque para criar todo um ar de corrida é preciso uma linha de chegada e, ainda mais importante, um cronômetro, um delimitador que mostre ao espectador por quanto tempo essa disputa vai se estender, para que não pareça que vai durar pra sempre. E exatamente neste ponto, prezado leitor, nós temos um problema.

Por hora, vamos nos ater aos pontos altos de A BATALHA DAS CORRENTES antes de esmiuçar o problema com a contagem regressiva. Até porque a quantidade de acertos em A BATALHA DAS CORRENTES é notoriamente maior que a de erros, mas curiosamente o “mero detalhe” da falta de urgência gera um desconforto bastante considerável na produção que tinha tudo para dar certo… Mas a gente já chega nesse ponto.

Aproveitando para falar dos destaques positivos de A BATALHA DAS CORRENTES, não há como não citar logo de cara o ritmo da trama, porque todo o dinamismo dos acontecimentos, diálogos, conflitos e etc, mantém o interesse do público sempre aguçado. Conforme o desenrolar dos fatos, aquela sensação de crescendo é cada vez mais evidente. Isto, apesar de diversos diálogos expositivos, consegue fisgar a audiência logo de começo e deixa claro que A BATALHA DAS CORRENTES não se trata de uma película arrastada, morosa, chata. Pelo contrário, A BATALHA DAS CORRENTES tem uma fluidez de acontecimentos e diálogos que é admirável. E a edição não deixa a desejar. Na verdade, complementa esse aspecto de forma ímpar. Você sente a velocidade de raciocínio dos personagens, o quão aguçadas são suas mentes, como estão sem a frente… Há até momentos em que você se questiona se Cumberbatch não foi escolhido para interpretar Thomas Edison pela maneira como incorporou Sherlock Holmes na série da BBC, mais especificamente pela forma como consegue proferir frases inteiras, cheias de explicações complexas, de maneira rápida, mas ao mesmo tempo inteligível. Inclusive, boa parte dos diálogos expositivos de A BATALHA DAS CORRENTES fica com o personagem de Cumberbatch justamente por isso, pois a capacidade do ator em dar sentido a textos do tipo é realmente fora do comum.

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-O MUNDO NUNCA MAIS SERÁ O MESMO. ESTOU TRABALHANDO EM ALGO. ALGO TÃO NOVO QUE AS PESSOAS VÃO ESQUECER COMPLETAMENTE QUE EU ESTIVE ASSOCIADO À ELETRICIDADE.

Arma de Chekhov é um assunto que já foi mencionado algumas vezes em nossas críticas, na maioria delas pelo mau uso desse princípio narrativo (Você pode ler essas críticas clicando aqui). Mas em A BATALHA DAS CORRENTES o que temos é o oposto. Temos o princípio da Arma de Chekhov sendo muito, mas muito bem utilizado ao longo de toda a história. Não há closes inúteis, não há menções inúteis, não há personagens inúteis, não há diálogos inúteis, não há flashbacks inúteis. É tudo meticulosamente encaixado, como uma engrenagem bem alinhada. Precisamente isso faz com que o dinamismo narrativo não se perca em um instante sequer.

Verdade seja dita, A BATALHA DAS CORRENTES não tem intenção em se aprofundar nas vidas dos personagens, explorando pesadamente suas falhas e virtudes – o que inclusive gerou certa revolta por parte de críticos internacionais. Grande parte destes apontou isso como sendo o maior dos problemas de A BATALHA DAS CORRENTES. Muito embora eu reconheça tal deslize, tenho que discordar veementemente da parte de ser “o maior problema”. Na verdade, essa era uma solução lógica para manter o ritmo compassado dos acontecimentos de A BATALHA DAS CORRENTES. Ou o roteirista Michael Mitnick construía uma narrativa que apresentasse um estudo mais aprofundado de personagens, destrinchando as características sócio-comportamentais de Edison, sua esposa, seus filhos; Westinghouse e sua esposa, Tesla, Samuel Insull e a partir disso estruturar o clima de conflito entre os personagens – o que faria a corrida ficar em segundo plano; ou focava a trama em torno da corrida entre Edison e Westinghouse e, conforme a tensão e o conflito se intensificassem, apresentaria ao público pontos importantes da personalidade de cada um que corroborassem com a cadência da proposta. Não é preciso ser nenhum gênio pra saber qual o melhor caminho a ser seguido, visto que o cerne do filme é representar a clareza e velocidade de raciocínio dos envolvidos.

Outro elemento que auxilia positivamente o desenrolar ágil de A BATALHA DAS CORRENTES é a trilha sonora. A composição de Danny Bensi, Volker Bertelmann, Saunder Jurriaans e Dustin O’Halloran abraça perfeitamente roteiro, atuação e edição. Aliás, não só isso como também mantém constante o sentimento de tensão pela corrida durante toda a película, mesmo quando os personagens passam por situações delicadas, dolorosas, tristes. Ainda assim aquela atmosfera de luta contra o tempo se mantém ali, presente. Como se motivasse os protagonistas a continuar em frente, o tempo todo.

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-SABE, ACHO QUE A SOLUÇÃO É DIVIDIR O CUSTO DA CERCA. OU VOCÊ PODERIA NÃO CONSTRUIR CERCA NENHUMA. SEU JARDIM SERIA DUAS VEZES MAIOR. NÃO SERIA, TOM?

As atuações em A BATALHA DAS CORRENTES são muito, muito boas. Pra cada personagem que você acompanha é possível perceber empenho por parte do ator e/ou da atriz que está interpretando. Mesmo que o roteiro não mergulhe mais adequadamente nestes personagens, ainda assim as atuações não deixam a desejar, porque mesmo os menos expressivos, como o Nikola Tesla de Nicholas Hoult, são visivelmente escritos para serem como tal.

Vale o destaque também para Tuppence Middlenton e Katherine Waterston, que interpretam respectivamente Mary Edison e Marguerite Westinghouse, esposas dos concorrentes a distribuidores de energia elétrica pelos EUA. Seus papeis são bem interessantes porque não só são apoios emocionais e motivacionais de Edison e Westinghouse, mas verdadeiras amigas e confidentes deles, com quem ambos sempre puderam contar nas horas mais sombrias e a química entre as atrizes e os atores é bastante sólida. Companheirismo é definitivamente a palavra que melhor define os casais na telona.

Tom Holland tem um papel curto, com poucas falas e poucas cenas. Sua interpretação de Samuel Insull, braço direito de Edison, é pouco expressiva, embora em seus poucos diálogos apresente textos reflexivos e impactantes, seu personagem não chega a ter muito destaque na trama até o final do segundo ato, onde tem um peso de importância crucial para guiar a narrativa ao próximo nível.

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-RECUE ESTA NOITE E VOCÊ VENCE.
-ELE É UM PARASITA. A CORRENTE DELE MATA PESSOAS!

-SÓ PORQUE VOCÊ DISSE QUE MATARIA!

Ok, hora de entramos no ponto negativo. Explicar como a ausência de urgência pôde atrapalhar uma ótima experiência narrativa. Porque veja bem, até o momento nós tivemos boas atuações, boa trama, boa construção de conflito e tensão, bom ritmo, boa edição, bom uso do princípio da Arma de Chekhov, boa trilha sonora, fotografia, colorização… Enfim, tudo o que poderíamos esperar para um filme para dar certo. Como a urgência, ou melhor, a falta dela pode impactar negativamente uma película tão bem estruturada assim? Pra visualizar essa resposta é preciso entender a reação que é aguçada ao longo de A BATALHA DAS CORRENTES. Ou melhor, o paradoxo que é estimulado: excitação e desânimo.

A BATALHA DAS CORRENTES, como já dito exaustivamente neste texto, tem um ritmo acelerado, quase que frenético de evolução narrativa. Roteiro, atuações, música, diálogos, edição até iluminação. Tudo culmina para o dinâmico, para o “eletrizante”. Na verdade, A BATALHA DAS CORRENTES já se inicia assim e se mantém no mesmo compasso o filme inteiro. Não há pausas, não há descansos, não há momentos de menor tensão. Como já mencionado, até mesmo em horas em que os protagonistas enfrentam situações complicadas, adversas, esse impulso de ir adiante não descansa. Ele continua movendo Edison e Westinghouse sempre pra frente, pra frente, pra frente, pra frente. E isso te carrega junto com os personagens. Te excita. Te excita tanto, mas tanto… Que te desanima porque você não consegue ver a linha de chegada. Não consegue vislumbrar onde a corrida entre o inventor e o empresário vai terminar. Pior, quando finalmente você enxerga a marca de chegada… O roteiro simplesmente muda de ideia e coloca a mesma mais pra frente.

Até o presente momento desta crítica, eu deixei claro que A BATALHA DAS CORRENTES não tem urgência. Entretanto essa afirmação está incorreta. O correto é dizer: A BATALHA DAS CORRENTES constrói urgência, mas não a deixa clara para o espectador. Você acompanha a batalha por um, dois, cinco, sete, nove anos e mais (bem mais), e ainda assim não vê aonde aquilo vai parar. Somando isso ao ritmo intenso de acontecimentos, a desconexão na cabeça do público é certa. Você sente toda a empolgação que a história te proporciona e, do nada, no instante seguinte, boceja, se espreguiça, sai da imersão narrativa e se pergunta o que diabos está acontecendo.

Alfred Hitchcock tinha uma analogia que explicava a formula de sucesso pela qual seus filmes se tornaram tão marcantes, esta ficou conhecida como “A Analogia da Bomba-Relógio Sob a Mesa” ou “A Teoria da Bomba”. Que é basicamente o seguinte:

Mostrar duas pessoas conversando numa mesa é chato. Mas mostrar duas pessoas conversando numa mesa e estabelecer que haja uma bomba embaixo dessa mesa é tudo, menos chato.

Em outras palavras, uma cena (ou história) constrói tensão de modo muito mais efetivo se há um limite claro de tempo pré-estipulado, mostrando para a audiência que seja lá o que estiver acontecendo, não pode durar pra sempre. Sendo ainda mais claro: urgência.

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-POSSO FAZER COM A ELETRICIDADE O MESMO QUE FIZ COM O GÁS.

A BATALHA DAS CORRENTES estrutura bem a tensão ao longa da trama, mas peca em não mostrar logo de cara para o espectador qual a distância entre Westinghouse, Edison e a linha de chegada. Pior, quando finalmente mostra a chega simplesmente a muda de lugar, estendendo ainda mais o percurso.

Visualizar de maneira clara o limite de tempo que se tem para atingir uma determinada meta faz com a conquista da mesma seja satisfatória para quem assiste ao longa. É por esse motivo que cenas com bombas-relógios são tão impressionantes, pois você acompanha cada segundo a contagem regressiva e sabe que se o dispositivo não for desativado algo muito ruim vai acontecer.

Por outro lado, quando o cronômetro é retirado de uma bomba-relógio você tem uma massificação de tensão, só que de contrapartida isso acarreta um problema: o desincentivo a desarmar a bomba. Porque uma coisa é ver o timer e saber que se agir rápido ainda pode ter uma chance de sucesso, outra coisa é não ver o timer, não saber quanto tempo resta e, por isso, não saber sequer se vale a pena o esforço.

A BATALHA DAS CORRENTES se apresentou muito bem em moldar ritmo à narrativa envolvente dos acontecimentos reais que nos possibilitaram acesso à eletricidade doméstica em longa escala hoje em dia. Entretanto, ritmo é uma coisa e urgência é outra.

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VEREDITO

Dinâmico, direto, corajoso, mas com um problema estrutural na hora de demonstrar urgência para o público, A BATALHA DAS CORRENTES é um filme que trabalha muito, mas muito bem o ritmo em todos os aspectos que se pode imaginar, atuação, diálogos, trilha sonora, edição. Até mesmo fotografia, iluminação e colorização entram nesse quesito sendo todos devidamente bem explorados.

Infelizmente, o problema em apontar/construir urgência de forma clara gera uma desconexão bastante incômoda para o espectador em relação a narrativa à medida que os atos vão evoluindo.

Não se pode deixar de elogiar o trabalho assertivo da produção de A BATALHA DAS CORRENTES que, diferente do que apontam alguns, acertou ao optar em fazer deste um filme sobre uma corrida entre um empresário e um inventor, não uma película histórica sobre a vida dos envolvidos que, por acaso, culminasse numa disputa.

A BATALHA DAS CORRENTES estreia dia 19 de dezembro nos cinemas nacionais.

FICHA TÉCNICA

Título Original: The Current War
Lançamento: 19 de dezembro de 2019
Distribuição: Diamond Films
Direção: Alfonso Gomez-Rejon
Roteiro: Michael Mitnick
Trilha Sonora: Danny Bensi, Volker Bertelmann, Saunder Jurriaans, Dustin O’Halloran
Edição: Justin Krohn, David Trachtenberg

A BATALHA DAS CORRENTES é uma obra inspirada em acontecimentos reais.

Elenco: Tom Holland, Michael Shannon, Benedict Cumberbatch, Katherine Waterston, Nicholas Hoult, Matthew Macfadyen, Tuppence Middleton, Woody Norman, Louis Ashbourne Serkis, Damien Molony, Simon Kunz, Amy Marston, Craig Conway, Simon Manyonda, Stanley Townsend, Tom Sweet, Colin Stinton, Celyn Jones, John Schwab, Conor MacNeill, Iain McKee, Toby Williams, Ekow Quartey, Simon Lowe, Emma Davies, Tom Bell, Martyn Mayger, Tim Steed, Oliver Powell, Faye Ormston, Simon Connolly, Nancy Crane, Joseph Balderrama, Janette Sharpe, Jason Matthewson, Evy Frearson, Sophia Ally, Phil Hodges, Michael Cobb, Benjamin Schnau, Fares Boulos, Abigail Sakari, Mark Ryder, Andrew Okello, Jeremy Oliver, Liza Ross, Saul Marron, Steven I. Dillard, Catherine Monfils, Will Irvine, Jesús Gallo, Steve Carroll, Marc Esse, Adam Lazarus, Michael Yates, Kevin Millington, John Kinory, Oscar Heron, Christopher McMullen, Robert-Anthony Artlett, James Chalmers, Greg Haiste, Donovan Blackwood, Ben Mars, Adam Pearce, Sam Hollobon, Katy Poulter, David Morley Hale, Jay William Whittington Barrette, Nigel Wilcock, Jed Aukin, Thor Janke, Giacomo Joshua Brunelli, Andy Cockell, Roderick Swift, Lasco Atkins, Pamela Betsy Cooper, Nick Davison, James Dearing, Ian Hearnshaw, Ruth Horrocks, Gary Kiely, Richard Stanley

Trailer:

A Batalha das Correntes | Trailer Legendado | Breve nos cinemas

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Luiz Leonardo Favaretto

Formado em Gestão em TI, apaixonado por bodybuilding, cultura pop e economia. Gosta de escrever sobre os mais variados temas. Tem planos de lançar uma saga medieval que já vem escrevendo há algum tempo, enquanto se diverte tecendo contos de ação, suspense e terror. Adora podcasts, cinema e vê no mundo das histórias uma das mais fantásticas formas de expressar toda a criatividade humana.