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CAPITÃ MARVEL | CRÍTICA

CAPITÃ MARVEL teve sua estreia há algumas semanas, mas com tanta polêmica envolvendo o título confesso que ponderei a publicação deste texto. Muito embora o que é descrito aqui não coopera em nada com as polêmicas, toda a discussão envolvendo o filme torna melindrosa qualquer manifestação a respeito.

Sim, CAPITÃ MARVEL tem problemas. Sim, uma quantidade significativa de problemas. Muito vem se falando a respeito, muito já foi mostrado inclusive.

Contudo, não vi críticos evidenciarem um problema sério em CAPITÃ MARVEL, algo crucial para que Carol Danvers fosse dignamente estabelecida no Universo Cinematográfico Marvel (MCU) e viesse a ter utilidade na batalha final contra o genocida Thanos.

Tudo isso será explicado nesta crítica, mas já adianto que, diferente das demais avaliações que publicamos aqui sobre cinema e séries, esta terá um spoiler muito grande ao final. Então, se você ainda não assistiu CAPITÃ MARVEL assista e depois volte para ler este. Mas se já assistiu, bora lá!

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O HUMOR É UMA DISTRAÇÃO. E A RAIVA SÓ SERVE AO INIMIGO.

CAPITÃ MARVEL é o vigésimo primeiro título do MCU, ambientado cronologicamente na década de 1990. E acompanha a história de Carol Danvers, uma soldado de elite da força especial dos Krees, raça alienígena que está em guerra com uma raça de transmorfos chamados Skrulls.

No decorrer do longa vemos Carol se voltar contra os Krees que a “acolheram” e defender os Skrulls que a “queriam morta”. Esse é o plot, o núcleo da história. E isso é o mais curioso da coisa. CAPITÃ MARVEL não é um filme sobre a origem da heroína mais poderosa do Universo Cinematográfico Marvel, mas uma história sobre a guerra entre duas raças alienígenas que, por acaso, culmina na origem da personagem título da película.

Muito embora Danvers tenha considerável tempo de tela e falas, você só sente que ela passa a ser o centro da trama no segundo ato. Até então a narrativa utiliza flashbacks de trechos do passado da heroína para dar a impressão de que ela é o centro do enredo, mas não é. Isso causa estranheza, pois você acompanha Carol Danvers nas cenas de ação que desenrolam a trama, mas isso não te empurra para conhecê-la melhor, ou te dar motivos para se importar com ela, não. Na verdade isso te empurra a conhecer melhor as reais intenções tanto dos Krees, como dos Skrulls. O roteiro só preocupa em fazer o espectador criar vínculo com a heroína na segunda metade da história. Nesse contexto, aos olhos de quem assiste, por mais empolgante que sejam as cenas, não há conexão entre audiência e protagonista no ponto mais crucial da história, o início.

O primeiro ato de CAPITÃ MARVEL nos mostra, sim, um conflito interno de Carol, seus sonhos. Sim, os sonhos dela. Não o fato de ela estar sem as memórias do seu passado. Aliás, isso pouca a incomoda no começo do filme. Só vem à tona quando seu comandante, Yon-Rogg (Jude Law), menciona num mini treino de luta na abertura do longa, e quando se encontra com a Inteligência Suprema, mas não é tratado com a importância que deveria, já minutos depois Danvers não esboça nenhuma preocupação com sua ausência de memórias antigas. Essa despreocupação de Danvers acompanha quase que a totalidade do primeiro ato. Ela só passa a realmente se interessar em adquirir suas lembranças quando já está na Terra, depois de enfrentar um Skrull. O que faz com que basicamente todo primeiro terço de CAPITÃ MARVEL apresente como motriz da narrativa a guerra entre alienígenas.  Ou seja, o motivo que deveria mover a personagem principal acaba ficando em segundo plano, e a guerra Krees-Skrulls que deveria ser um pano de fundo se torna o foco principal.

Conduzindo a primeira parte do filme sob essa premissa se cria uma desconexão entre o que deveria ser o foco (apresentar Carol Danvers e fazer o público se importar com ela) e o que deveria ser a subtrama (a guerra entre Skrulls e Krees), levando o expectador a se importar mais com a batalha extraterrestre do que com a heroína que carrega o título da obra.

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VOCÊ SE ACHA ENGRAÇADA, MAS EU NÃO ESTOU RINDO.

Humor é algo recorrente nos filmes que compões o MCU. E mesmo sendo um ponto criticado por alguns, a meu ver a Marvel consegue, de maneira geral, trabalhar bem o tom do humor em seus filmes. Há certos casos em que se nota um exagero – é verdade -, mas no geral funciona bem. E há também títulos que carregam menor tom de humor, como CAPITÃO AMÉRICA 2: O SOLDADO INVERNAL, que na minha opinião é o melhor do MCU, não pelo fator Humor, mas pela estrutura como um todo.

CAPITÃ MARVEL é uma película que traz um balanceamento razoável de alívios cômicos, mas houve um certo rage nas redes sociais a respeito do humor da própria CAPITÃ MARVEL. Comentários e mais comentários sobre Brie Larson, ou melhor, a Carol Danvers interpretada por Brie Larson não ser tão da zoeira quanto a personagem das HQs. Esse é um ponto interessante de comentar.

Por um lado, a crítica ao humor de Larson como Danvers está certa. Realmente ela não ficou uma Carol Danvers sarrista como se esperava, mas por outro lado a crítica a esse aspecto particular da personagem é inválida, uma vez que tanto se aceita um Tony Stark zoeiro, que é o completo inverso do que se vê nos quadrinhos.

Brie Larson basicamente segue a risca aquilo que o roteiro e a direção lhe exigem. E é até compreensível o comportamento dessa versão da Carol Denvers justamente pelo fato de estar sem memórias. Sem saber ao certo quem ela realmente é. Porém, no terceiro ato, como já era esperado, Danvers recupera suas memórias e então volta a ser quem é. E esse ponto deixa claro que a roupagem nem-tão-zoira-assim é de fato proposital, já que o humor da heroína não é afetado em nada após sua rememoração.

CAPITÃ MARVEL apresenta uma Carol Denvers bem humorada? Sim. Tão bem humorada quanto nas HQs? Não. Mas isso não interfere no desenvolvimento da trama, nem tem tanta influência da atuação de Brie Larson. É mais uma escolha dos diretores Anna Boden e Ryan Fleck sobre uma nova rouparia para as telas dos cinemas.

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PELO FUTURO DOS KREES!

Como mencionei na crítica da primeira temporada de PUNHO DE FERRO, cenas de luta não são nada fáceis de coreografar, tampouco gravar. Em inúmeros casos parecem dança. Inclusive pontuo isso na crítica de MULHER-MARAVILHA também. Em CAPITÃ MARVEL temos o mesmo problema.

Nas tomadas de ação é visível a diferença quando Brie Larson está em cena e quando suas dublês, Joanna Bennett e Ingrid Kleinig – muito competentes, diga-se de passagem – entram em ação.

A disparidade é tão grande que chega a incomodar em muitos casos. A meu ver, teria sido mais proveitoso investir em mais tempo com aulas de luta e treinos de coreografia com Brie Larson para a atriz assumir as sequências de luta, como bem fez Charlize Theron em ATÔMICA, e deixar apenas cenas mais arriscadas (como arremessos, saltos, quedas e afins) para as dublês, ou deixar todas essas cenas com as dublês.

Lutas são partes realmente difíceis de ajustar numa produção cinematográfica. E não é nenhum segredo o quanto isso incomoda Hollywood. A ponto de diretores tentarem cada vez mais e mais formas inovadoras e até arriscadas -- no sentido de edição – de capturar uma boa cena de luta, pois mesmo sendo a somatória de boa coreografia, bons dublês, boa cinematografia, boa edição e também um bom motivo para ter uma luta, a desenvoltura de quem apresenta a movimentação perante as câmeras é sempre o ponto crucial.

Não se pode negar que Larson tentou e deu o seu melhor nas coreografias, mas ainda assim não são tão convincentes, principalmente para um gênero de filmes que, nisso, exige muito dos atores.

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NICHOLAS JOSEPH FURY, AGENTE DA S.H.I.E.L.D.

Samuel L. Jackson, como era de se esperar, é um ponto alto na trama. Sua versão mais nova é apresentada de maneira interessante e desenvolvida com certo cuidado, mas há um problema muito grande na forma como seu personagem, Nick Fury, interage com a personagem de Brie Larson.

Digamos que eu seja Nicholas Joseph Fury, um coronel altamente condecorado, treinado e calejado em guerra que agora atua para o braço mais extenso e secreto do governo americano, o que faz de mim um cara desconfiado por natureza. E não é pra menos, afinal eu lido casos seríssimos e espiões do mais alto gabarito que basicamente espiam outros espiões de alta patente. Digamos que eu seja esse tipo de cara, esse Fury. Imagine agora o seguinte cenário:

  1. Uma mulher trajada com uma roupa esquisita cai do espaço e destrói uma locadora;
  2. Essa mulher está intacta, sem um arranhão;
  3. Ela alega ser de outro planeta caçando alienígenas no meu planeta;
  4. Um alienígena tenta me matar;
  5. A mulher dispara uma rajada de energia pelas mãos e corre atrás do alienígena;
  6. Meu subordinado se revela extraterrestre e tenta me matar;
  7. A mulher some após um caos no centro da cidade;
  8. Encontro ela num bar (sabe Deus como eu sabia que ela iria pra lá);
  9. Tenho uma conversa vaga com ela sobre torradas e vida extraterrestre;
  10. Viramos Best Friends Forever e vamos combater aliens malvados.

Sim, é literalmente isso que acontece em CAPITÃ MARVEL. Não há tempo suficiente pra desenvolver o relacionamento entre Carol Danvers e Nick Fury. Não foi firmado um elo significativo entre ambos que justifique uma confiança tão imediata de Fury na pessoa de Denvers. Após serem caçados pela própria S.H.I.E.L.D., ok. Mas antes disso é completamente forçado.

Há ainda outros problemas entre a interação de Danvers e Fury, Danvers e outros personagens, efeitos visuais, linha cronológica, edição e trilha sonora. Mas quero dedicar as próximas linhas ao detalhe que mencionei ao início deste texto. Então, os demais pontos baixos de CAPITÃ MARVEL ficam pra uma outra oportunidade. Vamos ao maior problema do filme.

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TÔ CANSADA DE VOCÊS ME DIZEREM O QUE FAZER.

No texto que escrevi sobre Os Furos de Vingadores: Guerra Infinita mostrei alguns problemas com os níveis de poderes dos heróis. Dentre estes, o fato de que parte deles poderia ter lidado com Thanos no mano-a-mano, mesmo o vilão se valendo das Joias do Infinito. E por isso se torna desnecessária a presença da CAPITÃ MARVEL em Vingadores: Ultimato. Afinal, se no seu time de heróis tem mais de uma pessoa capaz de lidar com um malfeitor que teoricamente deveria ter poder infinito, não há necessidade de mais um personagem overpower só pra fazer volume. Então, pra entender melhor esse argumento, sugiro que leia o texto sobre os Furos de Guerra Infinita. Não precisa ser agora, mas leia para compreender a totalidade do raciocínio apresentado aqui.

Nos quadrinhos, Carol Danvers, a CAPITÃ MARVEL, é uma das personagens mais poderosas do Universo Marvel. Com força e poder suficientes para retirar um planeta do lugar. Além do mais, nas próprias palavras do Presidente da Marvel Studios, Kevin Feige, nada é mais poderoso do que a CAPITÃ MARVEL no MCU.

Isso é bom, não é? Não. Na verdade, isso tende a ser um problema gravíssimo que pode dificultar ainda mais a vida dos roteiristas. Uma vez que não se tenha fraquezas, vulnerabilidades, não há como fazer o público se importar com o personagem. Afinal, nada lhe oferece risco de vida. E se um personagem não corre risco de vida não cria vínculo sentimental com o espectador. Ora, se alguém é invulnerável, tem poder ilimitado, viaja no tempo, absorve energia e nada o intimida, porque eu vou me importar com a vida dele? Qual o desafio que ele tem de superar? Qual o problema que o coloca em risco a ponto de me fazer ter empatia com ele? No caso, ela.

Isso é conhecido como Dilema de Super-Homem (Superman Dilemma), ou, na sua versão atualizada, Dilema de Saitama. Que serão abordados numa outra ocasião, onde vou explicar porque é tão difícil escrever o Superman e porque o Saitma, em One Punch Man, funciona tão bem sendo tão overpower, mas vamos nos ater a crítica de CAPITÃ MARVEL nesse momento.

Em CAPITÃ MARVEL não vemos nenhum, absolutamente nenhum desafio que faça Carol Danvers suar a camisa. Assim que sua memória é completamente recuperada e seus poderes finalmente atingem sua totalidade, Danvers não tem nenhum obstáculo a superar. E isso deixou o terceiro ato completamente sem emoção.

Como se não bastasse, Danvers simplesmente aprende a controlar seus poderes do nada. De um instante para outro. Como se nunca tivesse tido problema em controlá-los (como é mostrado ao decorrer do filme) e exibe uma autoconfiança em batalha que instantes antes não se via capaz de atingir.

Se lembra da frase “com grande poderes vêm grandes responsabilidades”? Então. Conceder muitos poderes a Carol não é O problema. O problema é não ter nada que teste realmente as capacidades de Denvers enquanto heroína. Como o espectador pode ter certeza de que ela é capaz de lidar com Thanos? Como ela testou isso? Sob qual mensura?

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Essa situação cria um problema grave que é a ausência de emoção no terceiro ato, no que deveria ser o ápice do filme. Mas em vez de ser presenteado com cenas desafiadoras, com um embate que pelo menos mostrasse a heroína enfrentando algo ou alguém à sua altura… Não. O longa te joga numa sequência final de combate em que ela enfrenta uma série de naves Krees, impede uma ogiva e a arremessa em outras.

Não houve nada, nenhum adversário no nível da Capitã para o apogeu da trama. E mais uma desconexão é gerada, porque o ponto mais elevado da história deveria ser o ponto em que ela tivesse de demonstrar o quão poderosa de fato é. Não mostrar para os adversários, mas para o público que assiste à película.

Uma forma de tornar esse ponto funcional seria introduzir na narrativa algum adversário apresentado como invencível, que carregasse consigo uma presença intimidadora, que projetasse temor a todos que ouvissem seu nome. Utilizar tal personagem em pontos estratégicos do primeiro e segundo ato, como se fosse algo que desafiasse a CAPITÃ MARVEL e então, ao terceiro ato, a CAPITÃ demonstrasse seu verdadeiro nível de poder, vencendo o(a) adversário(a). Talvez até se surpreendendo com toda sua força, por que não? Afinal, desde quando ganhou seus poderes ela nunca os usou em sua totalidade, sempre esteve sob controle dos Krees. E aí sim, à medida que vai vencendo o combate, demonstrando mais e mais e mais confiança em si mesma e em seus poderes.

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DIFÍCIL É PERDER A MINHA MELHOR AMIGA NUMA MISSÃO TÃO SECRETA QUE NINGUÉM ESTÁ AUTORIZADO A COMENTAR.

Ainda nesse tópico, mas sob outro aspecto, mais um motivo que me levou a segurar a publicação desta crítica foi uma intuição de que a Marvel Studios lançaria em algum trailer, teaser ou promo de VINGADORES: ULTIMATO contendo algum diálogo que tentasse estabelecer Carol Danvers como a personagem mais poderosa do MCU, como disse Kevin Feige. E eu estava certo.

A Marvel de fato lançou um clipe com os Vingadores remanescentes discutindo como atacar Thanos e vemos Carol Danvers afirmar que dá conta do recado, de que os Vingadores só perderam a primeira batalha porque ela não estava no time.

Cena de Vingadores Ultimato ( Legendado)

Ok, eu não vejo problema em algum personagem impor sua confiança em si mesmo. Demonstrar que é acima da média e tal. Isso é até divertido de ver em filmes do gênero. O problema aqui é que o público não viu nada disso. CAPITÃ MARVEL não teve um inimigo a sua altura em seu filme solo, logo o público não sabe do que ela é capaz.

Há uma regra geral no cinema, mais especificamente no roteiro, que é “Demonstre, Não Diga”. Demonstre, Não Diga. Show, Don’t Tell. E sim, isso é literal. Sempre que puder escolher entre demonstrar ou dizer algo, um fato, acontecimento, ponto de vista, ou seja lá o que for no cinema, sempre, sempre opte por demonstrar, senão você acaba tirando do espectador a emoção. Exatamente o que se vê no clipe acima.

O Clipe evidencia mais um problema de CAPITÃ MARVEL, o timing.

Gavião-Arqueiro, Viúva Negra e Máquina de Combate são personagens que também compõe o time de heróis dos Vingadores, contudo não tiveram filmes solos – bom, pelo menos não até a presente data. Mas mesmo sem seus próprios títulos cinematográficos o público se importa com esses personagens e sabe do que são capazes. O público tem empatia por eles. Isso se dá porque são figuras que já foram apresentadas ao longo do MCU, acompanharam a narrativa e tiveram espaço para se apresentar. Tiveram abertura para, mesmo com poucas falas, demonstrarem quem são, o que defendem, pelo quê lutam, quais seus traumas, superações… E você nem precisa apelar para esses heróis. Você tem como exemplo também o Agente Coulson, a Agente Maria Hill, Peggy Carter, Falcão, Laura Barton. Até a Dra. Helen Cho. Todos estes tiveram tempo de terem suas personalidades exploradas nas telas. O completo oposto do que vemos em CAPITÃ MARVEL, visto que seu filme é na verdade o filme da guerra entre duas raças alienígenas.

Consegue perceber o problema? Para que pudéssemos ver – e não ouvir – uma CAPITÃ MARVEL tão segura, sabendo ser capaz de escorraçar Thanos em VINGADORES: ULTIMATO, só por duas opções:

  1. Um filme solo da CAPITÃ MARVEL que não tivesse esses problemas estruturais apresentados neste texto;
  2. Ter estabelecido o timing de lançamento da heroína overpower com 2 (dois) títulos. Um provavelmente logo após CAPITÃO AMÉRICA 2: O SOLDADO INVERNAL; e o outro após HOMEM-FORMIGA E VESPA. Assim, o espectador teria mais acesso ao desenvolvimento de Carol Danvers enquanto vigilante intergaláctica e suas participações fariam mais sentido no todo da trama contra o genocida roxo.

Para entender melhor o item 2 acompanhe a imagem abaixo:

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Art by Comicbook.com

Cronologicamente, após O SOLDADO INVERNAL temos os dois filmes dos GUARDIÕES DA GALÁXIA. Colocando o primeiro filme da CAPITÃ antes dos GUARDIÕES teríamos uma introdução ao Universo Intergaláctico da Marvel bem como uma introdução aos Krees, Skrulls e demais raças exibidas em ambos os títulos, mesmo CAPITÃ MARVEL sendo ambientado na década de 1990.

Já ao criar um segundo filme da CAPITÃ e alinhá-lo após HOMEM-FORMIGA E VESPA (que está antes de DOUTOR ESTRANHO), poderíamos ter acesso ao que aconteceu na jornada da CAPITÃ em busca de um novo lar para os Skrulls, e de quebra ainda veríamos o exato momento em que ela presencia parte do universo ser desintegrada. Saberíamos o que ela enfrentou, quem enfrentou, quais as amizades perdeu e o momento do chamado de Nicky Fury. Dando mais peso para os pós-créditos de GUERRA INFINITA.

Com isso, resolve-se o plot da história da CAPITÃ MARVEL, resolve-se seu desenvolvimento, resolve-se o timing de lançamento, resolve-se a descoberta de suas habilidades e suas certezas de grandeza em poder e resolve-se o motivo pelo qual sua presença em VINGADORES: ULTIMATO se torna crucial. Mas… Não foi o que aconteceu.

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VEREDITO

Desconexo entre causa e consequência, desconexo entre primeiro, segundo e terceiro ato, consideravelmente bem-humorado, com um planejamento de timing de lançamento não muito proveitoso, CAPITÃ MARVEL é um filme mediano, que apresenta um grave problema estrutural, desfavorecendo assim a apresentação da heroína no MCU, perdendo a oportunidade de demonstrar uma história a altura da CAPITÃ, com um embate também a altura da mesma.

Fica evidente que a maioria dos problemas apresentados está relacionada a tecnicidades da obra (roteiro, direção, produção, edição, efeitos visuais, coreografias e etc), nem tanto a Brie Larson. Os problemas envolvendo marketing, declarações e demais? Ok, mas o que tange a película em si, não.

CAPITÃ MARVEL é um projeto ambicioso que careceu de um planejamento mais minucioso e infelizmente culminou numa história que agradou poucos críticos, mas desagradou o grande público. E no final das contas, a quem realmente interessa é o público. Quem paga para consumir é o público.

FICHA TÉCNICA

Título Original: Captain Marvel
Lançamento: 07 de março de 2019
Direção: Anna Boden, Ryan Fleck
Roteiro: Anna Boden, Ryan Fleck, Geneva Robertson-Dworet
Argumento: Nicole Perlman, Meg LeFauve, Anna Boden, Ryan Fleck, Geneva Robertson-Dworet

Capitã Marvel é uma criação de Roy Thomas e Gene Colan e pertence ao universo de HQs da Marvel Comics.

Elenco: Brie Larson, Samuel L. Jackson, Ben Mendelsohn, Jude Law, Annette Bening, Lashana Lynch, Clark Gregg, Rune Temte, Gemma Chan, Algenis Perez Soto, Djimon Hounsou, Lee Pace, Chuku Modu, Matthew Maher, Akira Akbar, Azari Akbar, Kenneth Mitchell, Stephen A. Chang, Pete Ploszek, Mark Daugherty, Vik Sahay, Sharon Blynn, Mckenna Grace, London Fuller, Colin Ford, Stan Lee, Marilyn Brett, Diana Toshiko, Robert Kazinsky, Emily Ozrey, Abigaille Ozrey, Gil De St. Jeor, Matthew Bellows, Richard Zeringue, Barry Curtis, Nelson Franklin, Patrick Brennan, Patrick Gallagher, Duane Henry, Ana Ayora, Stanley Wong, Amir Abdalla, Don Cheadle, Joey Courteau, Kelly Sue DeConnick, Chris Evans, Scarlett Johansson, Mark Ruffalo.

Trilha Sonora: Pinar Toprak

Trailer:

Trailer Capitã Marvel - 07 de março nos cinemas

Como sempre enfatizamos: No final das contas, indiferente de críticas e de críticos, o que realmente importa é se VOCÊ gostou ou não do filme. Então, conta pra gente o que você achou nos comentários.

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Luiz Leonardo Favaretto

Formado em Gestão em TI, apaixonado por bodybuilding, cultura pop e economia. Gosta de escrever sobre os mais variados temas. Tem planos de lançar uma saga medieval que já vem escrevendo há algum tempo, enquanto se diverte tecendo contos de ação, suspense e terror. Adora podcasts, cinema e vê no mundo das histórias uma das mais fantásticas formas de expressar toda a criatividade humana.