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‘CASA’, DE LETÍCIA SIMÕES, ESTREIA NOS CINEMAS DIA 12 DE NOVEMBRO

DOCUMENTÁRIO FOI EXIBIDO EM DEZENAS DE FESTIVAIS E RECEBEU O PRÊMIO DA CRÍTICA NO 8º OLHAR DE CINEMA DE CURITIBA E O PRÊMIO DE MELHOR FILME NO 9º FESTIVAL DE CINEMA DE VITÓRIA

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CASA”, dirigido e escrito por Letícia Simões, estreia nos cinemas no dia 12 de novembro. Uma narrativa pessoal, da própria diretora, o documentário mostra situações corriqueiras, como a infância, as lembranças, a doença, o amor, a profissão, o casamento, revisitando álbuns de família, conversas à mesa de refeições, livros e poemas.

Em seu novo filme, a diretora Letícia Simões busca extrapolar o caráter íntimo e mostra como que, para cada uma das mulheres de sua família, o cotidiano e a própria vida, ganham contornos diferentes entre si, e que ora se complementam, ora se chocam, revelando suas decisões e suas trajetórias – e como estas, nunca podem ser distanciadas do tempo que experimentaram.

Parece-me muito oportuno que o Casa venha ao mundo nesse momento, em que estamos nos questionando sobre nossos afetos, relacionamentos, limites e identidades. Um dos aspectos mais bonitos de fazer cinema é a troca com o público. Por um lado, fiquei com um certo receio desse aspecto ser perdido nesses tempos de reabertura dos cinemas no Brasil. Contudo, o que tenho visto, com os festivais on-line e o lançamento de filmes em plataformas digitais, é um forte engajamento das pessoas. A vontade da troca, da partilha e do debate não desapareceram; só estão diferentes. E o que percebi com o CASA, a partir da experiência de suas exibições em festivais, foi essa capacidade de instigar conversas sobre memórias, laços e reinvenções pessoais. Fico muito curiosa para ver como o filme vai reverberar agora, seja nas salas de cinema, seja dentro da própria casa das pessoas.”, diz a diretora Letícia Simões.

CASA é um filme sobre a relação entre uma mãe e sua filha, e que pretende resgatar a história, por meio de uma narrativa de construção da memória dessa família. “Iniciei o projeto pensando em investigar a tessitura das relações familiares, tendo minha família como ponto de partida, e daí buscar um elo com a história da Bahia e do país. Mas, ao caminhar, outras questões foram brotando, incomodando, agregando. E toda a tensão desembocou em caudalosas possibilidades. Tinha a relação entre mães e filhas em diferentes gerações e todas as possibilidades pertinentes a essas relações. E investigar quais são os personagens que interpretamos para dar conta de todos os personagens que desejamos um dia ser”, explica a diretora.

Nesta família, a filha se culpa por ter se distanciado da mãe após dez anos morando longe, enquanto a mãe não se sente menos culpada por ter colocado a avó num asilo de idosos. O amor e as relações interpessoais entre essas mulheres são o fio condutor da história.

Uma produção da Carnaval Filmes, de João Vieira Jr. e Nara Aragão, com montagem de Eduardo Chatagnier e Letícia Simões, direção de fotografia de Breno César e Letícia Simões, direção de produção de Luna Gomides, som de Pedro Moreira, desenho de som e mixagem por Nicolau Domingues e música de O Grivo. A distribuição é da Pandora Filmes.


SINOPSE

Letícia, a filha recém-separada, se culpa por ter se distanciado da mãe em dez anos longe de casa; Heliana, a mãe, está encarando uma séria crise depressiva que começou depois da decisão de colocar a sua mãe, Carmelita, num asilo de idosos. Na construção dos espaços de afeto entre essas mulheres, CASA questiona o que é sanidade, o que é memória, o que é o feminino, o que é a solidão, o que é família, o que é casa.


FICHA TÉCNICA

Direção e roteiro: Letícia Simões
Produção: João Vieira Jr., Nara Aragão
Montagem: Eduard Chatagnier, Letícia Simões
Direção de Fotografia: Breno César, Letícia Simões
Direção de Produção: Luna Gomides
Som Direto: Pedro Moreira
Desenho de Som e Mixagem: Nicolau Domingues
Música: O Grivo
Duração: 94 minutos
Ano: 2019


FESTIVAIS

·       Seleção oficial da mostra competitiva do Olhar de Cinema 2019 – Prêmio de Melhor Filme pela Crítica;

·       Seleção oficial da mostra competitiva do 9o Festival de Cinema de Vitória – Prêmio de Melhor Filme;

·       Seleção oficial da mostra competitiva do Mostra Internacional de Cinema de São Paulo 2019;

·       Seleção oficial da mostra competitiva do Panorama Internacional Coisa de Cinema 2019 – Prêmio de Melhor Filme pelo Júri Jovem;

·       Seleção oficial da mostra competitiva da 6a Mostra de Cinema de Gostoso;

·       Seleção oficial do XII Janela Internacional de Cinema do Recife;

·       Seleção oficial do Fórum.doc 2019;

·       Seleção oficial da mostra competitiva do Festival de Havana 2019;

·       Seleção oficial da mostra competitiva Première Brasil-Novos Rumos do Festival do Rio 2019;

·       Seleção oficial da Mostra Perspectiva/Retrospectiva do Cinema da Fundação 2019;

·       Seleção oficial da Mostra Retroexpectativa do Dragão do Mar 2020;

·       Seleção oficial da Mostra Imagens do Povo – Mulheres 2020.


SOBRE A DIRETORA

Letícia Simões nasceu em Salvador, em 1988. Formou-se em Comunicação na PUC-Rio e estudou Roteiro e Documentário na London Academy of Film, Media and TV e Artes Plásticas na London Art Academy. É Mestre em Cine-Ensaio pela Escuela de Cine y Televisión de San Antonio de Los Baños, em Cuba e Mestre em Estudos Contemporâneos das Artes pela Universidade Federal Fluminense.

Como diretora e roteirista, assina os longas-metragens documentais “Bruta Aventura em Versos”, “Tudo vai ficar da cor que você quiser” e “O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva”.

“Bruta Aventura em Versos”, de 2011, foi selecionado para o Festival do Rio de Janeiro, a Mostra de São Paulo e a Mostra de Tiradentes, dentre outros. “Tudo vai ficar da cor que você quiser” recebeu Menção Honrosa no Noida Festival (Índia) e foi escolhido Melhor Documentário no Cinélatino Toulouse 2015 (França).

Seu terceiro longa-metragem “O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva”, estreou na competição do 30º Cinélatino Toulouse, onde o documentário foi o único representante brasileiro. No Brasil, o filme esteve na mostra Outros Olhares, do 7º Olhar de Cinema, onde recebeu os prêmios de Olhares Brasil de melhor Longa-Metragem e Looke de distribuição. Na Semana de Cinema 2018, “O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva” foi escolhido Melhor Filme pela Crítica e Melhor Filme pelo Júri.


SOBRE A CARNAVAL FILMES

Fundada em 2017 pelos experientes produtores João Vieira Jr. e Nara Aragão, a Carnaval Filmes é uma produtora brasileira com foco em filmes de longa-metragem, conteúdos originais para televisão e plataformas digitais direcionados ao público adulto e infanto-juvenil. Nara e João são parceiros há 18 anos na produção de filmes, sendo responsáveis por diversos destaques da cinematografia brasileira, quando atuavam na Rec Produtores Associados, como Tatuagem, de Hilton Lacerda; Joaquim, que estreou na Competição Oficial do Festival de Berlim, e Era Uma Vez eu, Verônica, ambos de Marcelo Gomes; Baixio das Bestas, de Claudio Assis; O Homem das Multidões, de Cao Guimarães e Marcelo Gomes, entre outros títulos.

Sediada no centro de Recife, capital pernambucana que acolhe a folia mais criativa do país e notada por sua diversidade cultural, a Carnaval Filmes já lançou três longas nos cinemas: Estou me Guardando para Quando o Carnaval Chegar, de Marcelo Gomes (seleção da Mostra Panorama em Berlim); Greta, de Armando Praça (Mostra Panorama do Festival de Berlim) e Fim de Festa, de Hilton Lacerda (Melhor Filme e Roteiro do Festival do Rio 2019), além da série de animação Bia Desenha, de Neco Tabosa e Karol Pacheco.  Enquanto finaliza a série Chão de Estrelas para o Canal Brasil, a Carnaval Filmes prepara os próximos lançamentos nos cinemas:   Paloma, de Marcelo Gomes, Nós, documentário em finalização de Letícia Simões e a coprodução Fortaleza Hotel, de Armando Praça.


SOBRE A PANDORA FILMES

A Pandora é uma distribuidora de filmes independentes que há 30 anos busca ampliar os horizontes da distribuição de filmes no Brasil revelando nomes outrora desconhecidos no país, como Krzysztof Kieślowski, Theo Angelopoulos e Wong Kar-Wai, e relançando clássicos memoráveis em cópias restauradas, de diretores como Federico Fellini, Ingmar Bergman e Billy Wilder. Sempre acompanhando as novas tendências do cinema mundial, os lançamentos recentes incluem “O Apartamento”, de Asghar Farhadi, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; e os vencedores da Palma de Ouro de Cannes: “The Square – A Arte da Discórdia”, de Ruben Östlund e “Parasita”, de Bong Joon Ho.

Paralelamente aos filmes internacionais, a Pandora atua com o cinema brasileiro, lançando obras de diretores renomados e também de novos talentos, como Ruy Guerra, Edgard Navarro, Sérgio Bianchi, Beto Brant, Fernando Meirelles, Gustavo Galvão, Armando Praça, Helena Ignez, Tata Amaral, Anna Muylaert, Petra Costa, Pedro Serrano e Gabriela Amaral Almeida.


(Texto e Imagens: Divulgação)

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Muito obrigado e até a próxima. 


Nicolas Barreto Maia

Formado em Educação Física, apaixonado por esportes e games, me aventurando no universo das séries e do cinema.