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CYBERCOP | RELEMBRANDO

Bora relembrar de mais um clássico da Rede Manchete, CYBERCOP, os policiais do futuro (Dennō Keisatsu Saibākoppu ou Polícia Computadorizada CyberCop) ficaram beeem famosos por aqui e conquistaram uma legião de fãs. Produzido pela Toho Company e exibido pela NTV entre 1988 – 1989, CYBERCOP ficou conhecido pelos efeitos especiais toscos, mas apesar disso, é considerado pelos críticos e pelos fãs um dos melhores seriados dos anos 80.

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CYBERCOP, OS POLICIAIS DO FUTURO

A série foi produzida pela Toho Company e exibida pela NTV, já no Brasil a série foi exibida na Rede Manchete a partir de 12 de Outubro de 1990 permanecendo na programação até março de 1995.

Filmada em vídeo com efeitos especiais sensacionais, CYBERCOP foi o primeiro seriado de tokusatsu a usar filmagem em vídeo a fim de baratear os custos de produção, quando o padrão de TV na época era a película de 16 mm (não era igual à de cinema, que tinha por padrão 35 mm). Ainda assim, a imagem brilhante que resultou ajudou a criar uma atmosfera diferente para a série. Mas na fase de produção do piloto, a Toho filmou um curta-metragem de ação em película, no qual os CYBERCOP agiam como um grupo Super Sentais, fazendo poses e dando cambalhotas, o resultado não agradou e resolveram tentar um caminho bem diferente, fugindo das produções feitas pela concorrente Toei e adotando uma filmagem mais barata. 

Não que a Toho não tivesse grana ou estivesse mal das pernas, apenas não quiseram liberar muita verba de produção e usaram uma equipe inexperiente, que viu em CYBERCOP a chance de experimentar e aprender muito.

Toho era uma potência cinematográfica japonesa e estava, em 1988, na fase de preparação de Godzilla versus Biollante, filme que dava sequência ao remake do Rei dos Monstros, de 1984. Fundada em 1932, a empresa, que é tanto produtora quanto distribuidora, tem em seu acervo obras de Akira Kurosawa, Yasujirô Ozu, Kenji Mizoguchi, Ishiro Honda e outros renomados cineastas.

CYBERCOP começou com 6% de audiência e chegou a 8,2% (uma audiência excelente), mas foi caindo e nem a mudança de dia e horário que teve depois do episódio 24 ajudaram. A série terminou com modestos 3,6% de audiência, segundo levantamento da revista especializada Newtype. Após os 34 episódios do enredo, outros dois foram exibidos no Japão, onde os atores principais apareciam mostrando os melhores momentos da série. Por causa desses especiais, algumas listagens descrevem CYBERCOP como tendo 36 episódios. CYBERCOP teve fãs fervorosos e até fanzines foram produzidos no Japão em homenagem a eles, mas no geral não teve grande repercussão, o que é uma pena. No Brasil, a história foi outra. 

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História

No ano de 1999, o crime invadiu a cidade de Tóquio, no Japão. Inesperadamente superado e desarmada, a Polícia Metropolitana de Tóquio decide criar uma força-tarefa especial para combater a terrível situação. Codinome “ZAC” (Zero Section Armed Constable ou Policiais Armados da Sessão Zero), este departamento de polícia é projetado para missões especiais. Por esta razão, os cientistas da polícia desenvolveram as “Unidades Cyber“, três armaduras de alta potência equipadas com a mais recente tecnologia: Marte, Saturno e Mercúrio. No primeiro episódio, um jovem misterioso, Shinya Takeda, aparece do nada e salva o dia depois de usar sua própria armadura, a Unidade Júpiter. Após sua vitória, ele se une a ZAC na luta contra a organização do mal Destrap (Death Trap, no original), governada pelo implacável barão Kageyama, cujo objetivo é usar a força de vontade dos computadores para a dominação do mundo e parece estar misteriosamente ligado ao passado de Takeda.


Personagens

Sob as ordens do Capitão Oda e a oficial Shimazu, a equipe é composta por Akira (Marte), Takeda (Júpiter), Ryoichi (Saturno) Osamu (Mercúrio), apoiados pela policial Tomoko. Na base, ainda ficam o mestre de informática Yazawa e a oficial de comunicações Miho

Tomoko deveria receber a Unidade Vênus, mas a produtora não tinha mais dinheiro para fazer outra armadura. Assim, a personagem passou a operar a cabine de transformação dos demais heróis, auxiliar nas investigações e no apoio operacional. No mangá japonês, Tomoko utiliza a Unidade Vênus e luta ao lado de seus amigos.

O lado do vilões é liderado pelo computador vivo Führer e seu braço direito, o sinistro Barão Kageyama, um traidor das forças da humanidade vindo do futuro. A organização Deathtrap conta com um trio de cientistas malignos: Prof. PloidMadame Durwin e Dr. Eishtein. Além dos robôs das linhagens Harkos, Ominos Garoga, há também os soldados siliconióides, andróides de aparência humana, exceto pelos olhos cheios de circuitos, ocultos por óculos escuros. 

Também vindo do futuro, o implacável Lúcifer mais poderoso que todos os outros, o personagem surge primeiro como inimigo, mas logo descobre as armações de Deathtrap e se torna um aliado dos heróis.

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Curiosidades

  • Á exceção de Júpiter, os suit actors de Marte, Saturno, Mercúrio e Lúcifer eram os próprios atores (Shogo Shiotani, Ryuji Mizumoto, Ryoma Sasaki e Takashi Koura). Em diversos momentos da série, é possível ver os rostos dos atores por baixo do visor e reconhecê-los, devido à semi-transparência das lentes dos capacetes. Todos pertenciam ao Japan Action Club (atual JAE – Japan Action Enterprise) e eram dublês profissionais.
  • Os atores Mika Chiba (Tomoko) e Yuki Yoshida (Takeda) contracenaram juntos novamente em 2003, na série Chouseishin Gransazer, na qual ambos interpretaram, respectivamente, a alienígena Karin e o capitão Soichiro Okita.
  • Em 2002 morreu Shogo Shiotani (Akira/Marte). Devido à uma crise depressiva, o ator cometeu suicídio ao jogar-se de um prédio na região de Dougenzaka, bairro de Shibuya, em Tóquio.
  • Outro ponto forte da série foi a dublagem. Ao invés da Álamo, optou-se por contratar os estúdios BKS. Com isso, evitou-se de usar vozes já muito “batidas” no gênero Tokusatsu, como as de Francisco Brêtas, Carlos Laranjeira, Élcio Sodré, entre outros. Frequentemente, CYBERCOPS é lembrado pelos fãs por possuir uma excelente dublagem.
  • A muleta que Takeda usa no episódio 16 não é encenação; o ator Yuki Yoshida se machucou durante as gravações da série e quebrou o pé direito.
  • Nelson Sato, proprietário da Sato Company adquiriu as armaduras originais da série e tentou fazer o que a Saban faria mais tarde com Power Rangers, ele ia se juntar a Jayme Monjardim para criar uma versão ocidental de Cybercop. Na época Monjardim estava abarrotado de trabalho com o núcleo artístico na Manchete, o que inviabilizou o projeto. As armaduras foram exibidas no programa Domingo Legal.

EPISÓDIO 1

ESTRELA FASCINANTE PATRINE | RELEMBRANDO 6

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Carlo Barbagalo

Formado em análise e desenvolvimento de sistemas e Educação física, gosta de musculação e artes marciais. Atualmente está focado em seu desenvolvimento pessoal e nas horas vagas coleciona figuras de ação de tokusatsus, curte games, cinema e séries.