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MONSTER HUNTER | CRÍTICA

A Capitã Artemis e seus comandos fazem parte de uma força especial das Nações Unidas que é designada para uma missão no deserto, entre Paquistão e Afeganistão, para descobrir o que aconteceu com a Equipe Bravo, que simplesmente desapareceu sem deixar rastro. Ao chegar ao local, Artemis e sua equipe são surpreendidos por uma estranha tempestade magnética que os arremessa em outro mundo, dominado por monstros gigantes sedentos por sangue. Agora, os soldados precisam lutar pra sobreviver e descobrir uma maneira de voltar pra casa. Este é o enredo de MONSTER HUNTER, adaptação inspirada no universo homônimo do videogame da Capcom.

Apesar do título, MONSTER HUNTER se inspira apenas no universo em que o game Monster Hunter World se passa, e se foca em tentar firmar mais uma possível franquia vindoura. Algo que Hollywood vem tentando fazer há tempos, emplacar de forma assertiva uma franquia que adapte os games para as telonas com o mesmo sucesso que conseguiram com os filmes de heróis.

MONSTER HUNTER é uma produção que, de certa forma, tinha boas chances de dar certo em sua proposta de se focar no universo em si e não no cânone, ainda mais pela maneira como o Primeiro Ato se apresenta, mas mesmo com alguns bons efeitos visuais em grande parte da película, o que realmente chama a atenção na produção, infelizmente, é a completa ausência de um PLOT bem estruturado e como isso acarreta problemas ao longo da narrativa.

Nesta crítica vamos abordar os pontos altos e baixos de MONSTER HUNTER e discorrer como não ter um bom PLOT pode corroer uma produção que tinhas tudo para despontar não só como cinema de ação, mas como adaptação de game.

Diferente da esmagadora maioria das nossas críticas, esta terá spoilers. Mas estes ficarão em uma área que será preciso clicar para acessar. Assim, quem não quer tomar spoilers pode ler a crítica sem problemas, basta não clicar no local indicado. E já de antemão preciso dar esse aviso, porque parte do argumento que mostra os problemas com o PLOT entrega muito da história, por isso a zona de spoilers, ok?

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--DIZEM QUE NO EXÉRCITO O PAGAMENTO É BOM. TE PAGAM 100 DÓLARES E DESCONTAM 99. AH, COMO EU QUERIA IR, MAS ELES NÃO ME DEIXAM IR PRA CASA.

Pra que você entenda o problema de MONSTER HUNTER, primeiro precisa entender o que diabos é PLOT e porque é algo tão importante no Storytelling.

Diferente do que muito se fala por aí, PLOT e Enredo não são a mesma coisa. Enredo é a sequência dos principais acontecimentos e ações de uma narrativa, seja ela um romance, drama, filme, conto, etc. Já o PLOT é do que se trata o Enredo, qual meta o protagonista busca atingir, quais as consequências de não atingi-la e qual a urgência em atingi-la. É o PLOT que norteia tanto o protagonista quanto o espectador, pois nos mostra com clareza O QUE o protagonista busca, POR QUE a busca e QUANTO TEMPO resta para atingir esta meta. Até porque se essa busca “dura para sempre”, ou não parece ter fim, a audiência começa a se sentir entediada porque a história não chega a lugar algum.

Então, basicamente, o PLOT é a junção de três pilares:

  • Objetivo;
  • Riscos (ou consequências de falhar em atingir o Objetivo);
  • Urgência.

Sem esses pilares você até pode ter um bom filme, mas ainda terá a intragável sensação de que algo está massivamente errado. Dois bons exemplos disso são O HOMEM DE AÇO (2013) e CORINGA (2019). Em O HOMEM DE AÇO, temos uma história que até a metade do Segundo Ato não tinha PLOT e se focava exclusivamente no Personagem. É só a partir da segunda metade do Segundo Ato que o filme te apresenta o PLOT. E com CORINGA a coisa ainda é mais extrema, porque se trata de um filme exclusivamente focado no Personagem, sem PLOT algum. Não há um objetivo a alcançar, não há adversidades e/ou consequências porque esse objetivo não existe, não há urgência… Nada. São filmes ruins? Não. Na verdade são bons filmes, mas que toda vez que você os assiste fica com aquela sensação de algo está errado, justamente porque esse erro tem a ver com o PLOT.

MONSTER HUNTER apresenta alguns problemas sérios com a estrutura de seu PLOT. A trama praticamente não tem um objetivo claro, o prejuízo de não atingir esse objetivo não é impactante o bastante e, pior de tudo, o longa de ação não tem urgência.

Bom, agora que você já sabe o que é PLOT, vamos aos problemas de MONSTER HUNTER.

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--DIZEM QUE NO EXÉRCITO OS SAPATOS SÃO CONFORTÁVEIS. VOCÊ PEDE NÚMERO 43 E TE DÃO NÚMERO 40. Ó DEUS, EU QUERO IR, MAS NÃO ME DEIXAM IR PRA CASA.

A ausência de Objetivo é algo bastante curioso em MONSTER HUNTER, não porque não exista um Objetivo a ser atingido, mas porque o roteiro se perde com um Objetivo genérico e depois tenta remediar isso colocando outros Objetivos à medida que a história avança, e com isso o expectador tem a impressão de que a história nunca vai terminar. Toda vez que um Objetivo está perto de ser alcançado (ou mesmo é alcançado), o roteiro te empurra um novo Objetivo.

Essa particularidade já ocorreu outras vezes em filmes que Milla Jovovich atuou, como HELLBOY (2019), por exemplo. Aliás, esse mesmo exemplo é citado em outra crítica aqui no site (para ler a crítica citada clique aqui). Em HELLBOY, Milla Jovovich interpreta a feiticeira mais poderosa do mundo, a Rainha Sangrenta. E seu objetivo enquanto antagonista é reunir as partes esquartejadas de seu corpo para readquiri a totalidade de seus poderes e assim lançar uma praga de proporções inimagináveis sobre a humanidade. Contudo, tão logo a Rainha Sangrenta consegue reunir seu corpo, simplesmente muda de ideia e decide que não quer mais lançar uma praga sobre a Terra, mas quer fazer de Hellboy o demônio que ele realmente é e basicamente transformar o mundo em uma versão live-action de Dark Souls. Percebe o problema?

Só que diferente de HELLBOY, MONSTER HUNTER não tem apenas uma mudança de Objetivo da protagonista, mas seis. Isso mesmo, seis mudanças de Objetivos. Você não leu errado.

Vou detalhar todas essas alterações na sessão de spoilers, porque esse é o argumento que entrega muito da história. Então, se você ficou curioso e não liga pra spoilers, é só clicar na sessão de spoilers ao final da crítica.

Agora… Preciso falar também sobre o quão genérico é o Objetivo de Artemis em MONSTER HUNTER, porque “voltar para casa” se torna, sim, uma meta genérica quando as consequências de não atingir essa meta não são custosas o bastante para quem protagoniza a obra. Esse é o próximo ponto a ser abordado.

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--DIZEM QUE NO EXÉRCITO O CAFÉ É EXCELENTE. PARECE ÁGUA LAMACENTA E TEM GOSTO DE AGUARRÁS. Ó DEUS, EU QUERO IR, MAS NÃO ME DEIXAM IR PRA CASA.

Um bom PLOT tem a característica de ser muito bem amarrado em seus pilares. O Objetivo é claro e faz sentido dentro do contexto da história, porque as Consequências de Falhar com aquele Objetivo são desastrosas para quem protagoniza a obra. E o protagonista tem um limite de tempo para alcançar sua meta, ou terá de lidar com as Consequências.

No caso de MONSTER HUNTER, “voltar para casa” é o Objetivo de Artemis. E embora seja meio genérico, ainda assim poderia ter sido uma boa meta. Afinal, filmes como ASSIM NA TERRA COMO NO INFERNO (2014) e O RESGATE DO SOLDADO RYAN (1998) também têm esse mesmo Objetivo. Mas porque esse mesmo Objetivo funciona tão bem nestes dois filmes citados como exemplo e não funciona lá muito bem em MONSTER HUNTER? Muito simples:

Porque para que o Objetivo seja funcional em uma história, as Consequências de Falhar precisam ser algo que doa na alma do protagonista, e é justamente isso que não acontece em MONSTER HUNTER. Vemos Artemis cantarolar músicas de infantaria falando sobre “voltar pra casa, mas o exército não deixa” ao longo do filme; vemos Artemis lutando para sobreviver ao lado do personagem de Tony Jaa e falando, várias vezes, que deseja voltar para casa; vemos Artemis instruindo seus comandos a manterem a cabeça no lugar porque precisam descobrir uma forma de voltar para casa… O tempo todo, “voltar para casa” é o que norteia as ações da Capitã. Mas embora ela fale que quer voltar para casa, suas ações ao longo da narrativa são de quem está se adaptando para ficar naquele mundo. E por mais que sua vida esteja em jogo, ela é uma Capitã, com treinamento em combate, sobrevivência, acostumada a lidar com situações extremas e a se adaptar. E aí está o problema.

Pode parecer besteira pensar nisso, mas acredite, não é: o que prende a Capitã Artemis à sua casa? Ela tem filhos? Parentes? Família? Animais de estimação? Ela tem amigos muito queridos? A resposta para todas as perguntas e tantas outras que possam surgir é: não sei, o filme não mostra. Artemis tem algum familiar no leito de algum hospital esperando, por exemplo, por uma doação de órgãos, ou mesmo de sangue, e ela é a única pessoa compatível? Não sei, o filme não mostra. Artemis tem alguma doença que exija dela o uso constante de um medicamento que se perdeu ao viajar para o outro mundo e precisa voltar pra casa para garantir a continuidade do tratamento e se manter viva? Não sei, o filme não mostra.

Consegue perceber o problema? Consegue perceber como Objetivo, Prejuízos/Consequências e Urgência estão ligados? Se você tem problemas com um, provavelmente terá com os outros. No caso de MONSTER HUNTER não há nada que indique que se a Capitã Artemis ficar presa naquele mundo será algo catastrófico para ela. Por isso, “voltar para casa” se torna uma meta genérica e pouco efetiva.

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--DIZEM QUE NO EXÉRCITO OS HOMENS SÃO MUITO BONS. PRA MIM ELES PARECEM CORCUNDAS E SOAM COMO FRANKESTEIN. Ó DEUS, EU QUERO IR, MAS NÃO ME DEIXAM IR PRA CASA.

O último ponto a analisar do problema com o PLOT de MONSTER HUNTER é que como não há Urgência, a película parece que não vai chegar a lugar algum. E esse problema ainda se agrava porque à medida que o roteiro vai estabelecendo novos Objetivos, a audiência tem a impressão de que está em uma corrida de Fórmula 1, fazendo ultrapassagem após ultrapassagem, enquanto a linha de chegada nunca desponta no horizonte. Porque por mais que haja ação, isso não é o suficiente para manter a plateia entretida, porque parece que a ação não tem motivo de acontecer, uma vez que essa linha de chegada nunca se mostra.

Não me leve a mau, a ação de MONSTER HUNTER é boa, com lutas bem coreografadas e bem editadas, alguns momentos intensos, bastante dinamismo e tal… Mas quando não se tem Urgência nas atitudes e motivações do protagonista (no caso, da protagonista), quando não há algo que empurre a personagem principal contra o relógio, a ação fica parecendo um conglomerado de cenas que estão ali só para preencher minutagem; por mais que exista motivo para Artemis cair no catiripapo seja com monstros, seja com outros personagens, a motivação sem Urgência faz com que o espectador sinta que a história nunca vai chegar ao fim.

É a Urgência que faz o Objetivo ser importante porque está diretamente relacionada com as Consequências de não cumprir com o Objetivo. Mas em MONSTER HUNTER isso fica xoxo porque como Artemis não tem Urgência em voltar, adaptar-se pra viver naquele novo ambiente acaba sendo uma opção plenamente plausível, até porque ela já é uma oficial das forças armadas, já é uma guerreira, foi treinada exaustivamente para sobreviver e matar quantos – e o que – forem necessário para se manter viva. Não é um entregador que foi lançado em uma ilha deserta, não é uma pessoa comum que achou a entrada do inferno e ficou presa lá; não é como se Artemis fosse uma simples dona de casa que saiu para comprar medicamentos para seu bebê e acabou sendo lançada em um mundo paralelo repleto de monstros gigantescos e famintos por carne humana.

Sem falar que há ainda mais um problema de Urgência envolvendo a missão da equipe de Artemis, mas vou deixar essa pra sessão de spoilers.

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--AQUI. COMIDA. PEGA. CHOCOLATE.

Agora que finalizamos os problemas envolvendo o PLOT de MONSTER HUNTER (salvo o que está na sessão de spoilers ao final desta crítica), quero reservar alguns parágrafos para falar sobre outro problema da película, a ausência de um vilão.

Logo que vi o Trailer de MONSTER HUNTER pela primeira vez, fiquei curioso porque me pareceu um longa de ação em que o foco seria apenas o combate contra monstros gigantes. Para um game, isso é ok, mas para o cinema isso vira um problema porque não existe Oposição Temática. E para entender melhor sobre Oposição Temática, basta ler a nossa crítica de BLOODSHOT (2020) clicando aqui.

A Oposição Temática é importante porque é o que estabelece o embate filosófico (e/ou emocional) entre Protagonista e Antagonista, pois cada qual defende valores e princípios opostos da mesma moeda. Esse embate, quando bem escrito, mantém a audiência cativa a cada avanço narrativo, porque o conflito se torna cada vez maior, mais intenso, mais visceral e o espectador fica mais ansioso para ver como o Protagonista vai superar seu adversário. Na verdade não só isso, mas também faz com que o Antagonista seja um desafio digno de ser superado.

Por que o embate entre Superman e General Zod é tão emblemático? Oposição Temática. Por que o confronto entre Batman e Coringa é tão memorável? Oposição Temática. Por que em COMO TREINAR SEU DRAGÃO 3 (2019) a batalha entre Soluço e Grimmel é tão icônica? Oposição Temática. Em todos esses exemplos temos Protagonistas que acreditam em princípios e valores diametralmente opostos aos dos Antagonistas e nenhum destes está disposto a mudar de ideia.

Um filme de ação necessariamente precisa ter um vilão e Oposição Temática para dar certo? Não. ALITA: ANJO DE COMBATE (2019) é um bom exemplo disso. Mas para que esse sucesso fosse possível, os roteiristas precisariam passar parar a plateia a ilusão de que um vilão estava por trás de toda a trama em ALITA: ANJO DE COMBATE. Acredite ou não, os roteiristas de MONSTER HUNTER também sabiam disso e tiveram uma ideia um tanto quanto questionável para “solucionar” o problema, mas essa vai ficar para a sessão de spoilers também.

SESSÃO DE SPOILERS – CLIQUE AQUI PARA LER

1 – “Voltar para casa” não é o primeiro Objetivo da Captã. Pois é, você não leu errado. “Voltar para casa”, na verdade é o segundo Objetivo. O primeiro é encontrar a Equipe Bravo e descobrir o que aconteceu com eles. Pode reler o primeiro parágrafo desta crítica pra relembrar. Só que com menos de 15 minutos de filme (logo que a equipe de Artemis aterrissa no mundo paralelo), eles encontram toda a Equipe Bravo carbonizada até os ossos. Ou seja, como em poucos minutos de filme Objetivo já é alcançado (de forma passiva, porque acharam os corpos por acaso) o roteiro se força a encontrar outro Objetivo para que a estadia de Artemis por ali seja “justificada”;

2 – Só depois de encontrar as cinzas da Equipe Bravo que o Objetivo de Artemis muda para “voltar para casa”;

3 – Após perder toda sua equipe e ser a única sobrevivente do ataque de algumas criaturas, Artemis se encontra com o Caçador, personagem de Tony Jaa. E por estarem ilhados e cercados por um monstro da areia, Artemis e Caçador juntam forças e seu novo Objetivo vira matar esse monstro;

4 – Ainda antes de matar o monstro conhecido como “Diablos” (no item anterior), tanto Artemis quanto o Caçador concordam que a torre misteriosa que aponta no horizonte, ao longe, tem algo a ver com a chegada da Capitã naquele mundo. É então que, mesmo antes de tentar matar o Diablos, ambos já estabelecem outro Objetivo: Chegar à torre;

5 – Ao chegar à entrada da torre, agora acompanhada não só do Caçador, mas também dos aliados do mesmo, Artemis e os demais são surpreendidos por um dragão chamado Rathalos. E para adentrar na torre e entender o que diabos está acontecendo, precisam primeiro derrotar Rathalos, mas durante a batalha um portal é aberto e Artemis cai, sem querer, na passagem que a traz de volta para casa;

OBS: Ou seja, o Objetivo mais custoso para a Capitã que protagoniza o longa é atingido passivamente, retirando completamente trunfo da conquista em concluir a meta. E pior, faz com que, para o espectador, todo o esforço da Capitã seja em vão. Praticamente como se o público tivesse assistido ao desenrolar da história a toa. Ela não conquistou a volta para casa, ela tropeçou na volta para casa.

6 – Quando Artemis passa pelo portal e retorna para seu mundo, vem seguida por Rathalos. E agora, o Objetivo não é “voltar para casa”, mas sim matar Rathalos para impedir uma hecatombe;

7 – Com muito custo, após finalmente conseguir matar o dragão com a ajuda do Caçador, Artemis percebe que sua missão ganhou, mais uma vez, um novo Objetivo, voltar para o Mundo Paralelo, destruir a torre para impedir que os mundos permaneçam ligados e destruir todos os monstros que tentarem impedir a empreitada;

8 – Sobre o vilão, praticamente copiaram a ideia de ALITA: ANJO DE COMBATE. Uma figura misteriosa, no alto da torre, aparentemente exercendo controle sobre os monstros que protegem a estrutura. Essa seria uma solução até que aceitável, se pelo menos tivéssemos visto a tal figura realmente exercendo controle sobre as criaturas, mas isso não acontece. Tudo o que a figura encapuzada faz é ficar de cócoras no alto da torre, observando Artemis e seus aliados lutarem contra os seres monstruosos, golpe após golpe.

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VEREDITO

Divertido, com alguns bons efeitos visuais, mas confuso por não ter um PLOT bem estruturado, MONSTER HUNTER é uma adaptação que acertou na trave em levar para as telonas mais um game de considerável apreço popular.

Mesmo com alguns bons momentos de tensão e ação, MONSTER HUNTER acaba por tropeçar na hora de estruturar um universo sólido que poderia abrir caminho para uma nova franquia que tinha boas chances de dar certo.

O longa termina com uma cena pós-crédito e o gancho para novas continuações, resta saber se o público vai dar uma resposta positiva nas bilheterias. Afinal, indiferente de críticas e de críticos, no final das contas, quem manda é o público.

FICHA TÉCNICA

Título Original: Monster Hunter
Lançamento: 25 de fevereiro 2021 (Brasil)
Distribuição: Sony Pictures
Direção: Paul W.S. Anderson
Roteiro: Paul W.S. Anderson, Kaname Fujioka
Trilha Sonora: Paul Haslinger
Edição: Doobie White
Cinematografia: Glen MacPherson

Monster Hunter é uma obra inspirada no videogame homônimo da Capcom.

Elenco: Milla Jovovich, Tony Jaa, Ron Perlman, T.I., Diego Boneta, Meagan Good, Josh Helman, Jin Au-Yeung, Hirona Yamazaki, Jannik Schümann, Nanda Costa, Nic Rasenti, Clyde Berning, Paul Hampshire, Schelaine Bennett, Bart Fouche, Pope Jerrod, Aaron Beelner, Onur Besen, Adrián Muñoz.

Trailer:

Monster Hunter | Trailer Internacional Legendado | 25 de Fevereiro nos cinemas

Como sempre enfatizamos: No final das contas, indiferente de críticas e de críticos, o que realmente importa é se VOCÊ gostou ou não do filme. Então, conta pra gente o que você achou nos comentários.

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LLeo Favaretto

Formado em Gestão em TI, apaixonado por bodybuilding, cultura pop e economia. Gosta de escrever sobre os mais variados temas. Tem planos de lançar uma saga medieval que já vem escrevendo há algum tempo, enquanto se diverte tecendo contos de ação, suspense e terror. Adora podcasts, cinema e vê no mundo das histórias uma das mais fantásticas formas de expressar toda a criatividade humana.